Diarista que dava dicas para quadrilha especializada em roubo de jóias é presa
Investigações revelam que diarista facilitou o acesso de criminosos a residência onde ela trabalhava
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Uma organização criminosa suspeita de subtrair uma coleção de 120 relógios de luxo, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, foi o alvo principal da Operação The Closet, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. A ação policial resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em diversos municípios do estado, abrangendo o Recife, Abreu e Lima, Itamaracá, Igarassu e Bezerros.
Conduzida desde abril de 2025, a investigação revelou um esquema sofisticado que contava com a participação direta de uma diarista, que trabalhava na residência da vítima, em Rio Doce, Olinda, e foi presa durante a operação sob acusação de fornecer informações privilegiadas aos criminosos.
De acordo com o apurado pelas autoridades, a mulher mantinha um relacionamento amoroso com um dos líderes do grupo, que já cumpre pena no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel). O detento, mesmo encarcerado, atuava como o coordenador da investida criminosa, orientando os executores em tempo real por meio de chamadas de vídeo. Além dele, outros dois suspeitos apontados como mandantes também foram alvo de ordens de prisão, sendo que um deles já se encontrava custodiado no presídio de Igarassu, enquanto os quatro homens responsáveis pela execução física do crime seguem foragidos e ainda não foram identificados.
ABORDAGEM
O caso ganhou contornos mais claros após a análise de imagens que registraram a abordagem do empresário enquanto passeava com seu cachorro em Olinda (veja vídeo abaixo). Sob ameaça de armas de fogo, a vítima foi forçada a entrar em um veículo e conduzida até sua própria residência, onde permaneceu refém ao lado de sua família. Durante o roubo, o grupo manteve contato remoto com o chefe da quadrilha, que indicava precisamente a localização dos bens. O uso do termo "quarto secreto" para se referir ao closet da residência tornou-se a pista decisiva para os investigadores, uma vez que a expressão era utilizada exclusivamente pela diarista no cotidiano da casa.
Segundo o delegado Gilmar Rodrigues, responsável pelo inquérito, a precisão das instruções transmitidas durante a chamada de vídeo — detalhando a disposição das caixas de relógios e joias — confirmou o vazamento de informações internas. Além da recuperação de parte dos itens, como relógios, cordões e anéis, a Polícia Civil agora aprofunda as investigações para verificar se a diarista esteve envolvida em crimes semelhantes em outras resências onde trabalhava.
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