Micro e pequenas empresas sustentam geração de empregos em Pernambuco
De janeiro a junho, o estado registrou saldo positivo de 21.411 vagas formais
A geração de postos de trabalho em Pernambuco no primeiro semestre de 2026 foi liderada pela participação das micro e pequenas empresas (MPEs). De janeiro a junho, o estado registrou saldo positivo de 21.411 vagas formais, número influenciado pelo resultado de 21.790 vagas criadas em MPEs.
Em sentido oposto, as médias e grandes empresas (MGEs) registraram retração, com queda de 2.110 postos formais no período. Os dados, compilados pelo Sebrae/PE, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Setores que mais geraram vagas nas MPEs
No primeiro semestre, os melhores resultados entre as MPEs foram registrados nos setores:
- serviços, com 10.944 vagas;
- construção, com 9.381 vagas;
- indústria de transformação, com 1.657 vagas.
Em junho, os setores de serviços (1.185) e construção (711) também se destacaram, seguidos pelo comércio (458). Já a agropecuária foi responsável pelas maiores retrações nas contratações formais nos pequenos negócios: -542 no acumulado do ano e -17 em junho.
Protagonismo dos pequenos negócios no emprego
A líder de Inteligência de Mercado do Sebrae/PE, Sylvia Siqueira, destaca que o resultado positivo na geração de empregos pelas micro e pequenas empresas ocorreu tanto em Pernambuco quanto no Brasil.
"As estatísticas reforçam o protagonismo dos pequenos negócios no mercado de trabalho. À medida que estimulamos ações de ampliação empreendedora, também incentivamos a geração de emprego e de renda"
Ao todo, as MPEs foram responsáveis pela geração de mais de 543,5 mil vagas no país entre os meses de janeiro e junho.
"Entre as atividades, na construção civil, o que fez crescer os empregos foi a construção de edifícios, com o aquecimento do mercado imobiliário pela ampliação do programa Minha Casa Minha Vida. No setor de serviços, se destaca a ampliação de serviços administrativos, de entrega de itens via transporte rodoviário de carga"
Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, os resultados reforçam a importância das MPEs para a economia nacional e local.
"A alta dos empregos formais nos pequenos negócios reforça a importância de reforçar ações e iniciativas para ampliar, ainda mais, a capacidade de contratação dessas empresas. O aquecimento do nosso segmento é a base do desenvolvimento econômico de Pernambuco, que está nas mãos dos nossos micro e pequenos empreendedores"
Indústria de transformação e agropecuária
Tanto no acumulado do ano quanto em junho, o setor da indústria de transformação também se destacou na geração de vagas formais nas MPEs. Em contrapartida, esse foi o setor que registrou a maior queda (-9.038) nas MGEs no semestre.
O setor de agropecuária obteve resultado negativo na geração de vagas nas empresas de ambos os portes nos dois períodos analisados, reforçando o cenário de retração nas contratações formais da atividade.
Desempenho das médias e grandes empresas em junho
Apesar do saldo negativo no acumulado do ano em Pernambuco, a análise do mês de junho indica um processo de recuperação. O total de 6.162 postos de trabalho gerados no estado foi liderado pelas MGEs, com 3.076 vagas, seguido pelas MPEs, com 2.780.
O dado representa a retomada da ocupação em empresas de maior porte, que desde dezembro do ano passado registravam uma sequência negativa que permaneceu até abril. O desempenho das MGEs em junho foi impulsionado principalmente pelos setores de:
- serviços, com 2.091 vagas;
- indústria de transformação, com 744 vagas;
- comércio, com 732 vagas.
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