Como criar uma reserva de dinheiro para emergências
Especialistas do Banco do Nordeste orientam a separar dinheiro do orçamento e priorizar liquidez para enfrentar imprevistos e evitar dívidas
Zerar a reserva financeira é comparável a entrar no mar sem colete salva-vidas, adverte Marcelo Wesley Correia, gerente de Distribuição e Suporte de Fundos de Investimentos do Banco do Nordeste (BNB).
Segundo ele, a orientação é manter recursos separados do orçamento mensal para cobrir imprevistos como demissões, problemas de saúde ou despesas emergenciais com moradia e veículos. Para esses cenários, a recomendação é alocar o capital em produtos de alta liquidez, com acesso rápido ao dinheiro e sem carência.
Regularidade, liquidez e perfil do investidor
Para quem está iniciando, Correia aponta que a regularidade e a criação do hábito de poupar superam o valor investido. Ele compara o planejamento financeiro a uma dieta, em que a inação costuma ser a principal barreira, e defende que aportes mensais, mesmo pequenos, tendem a funcionar melhor do que adiar o início à espera de um cenário ideal.
O direcionamento correto dos investimentos também passa pela Análise do Perfil do Investidor (API). O processo avalia renda, patrimônio, objetivos, prazos, nível de conhecimento e tolerância ao risco; os perfis se dividem em conservador (focado em segurança e liquidez), moderado (que aceita oscilações moderadas por retornos melhores) e arrojado (disposto a correr riscos para obter ganhos expressivos a médio e longo prazos).
Complementando a visão de segurança, o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, destaca que a reserva financeira também tem papel estratégico no consumo, ao permitir planejamento de compras, busca de descontos à vista e prevenção do superendividamento. Ele pondera que o endividamento estruturado pode ajudar na expansão de negócios ou na aquisição de bens, desde que o custo do financiamento caiba no orçamento.
Por fim, Sobreira orienta que o planejamento seja executado em etapas: o primeiro passo é consolidar uma reserva de emergência equivalente a três a seis meses de despesas correntes. Só depois dessa base de segurança, recomenda, faz sentido direcionar o capital para metas de médio e longo prazos, como viagens e ampliação patrimonial.
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