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TRIBUNA DA BOLA

A queda de Roger Silva: Loucura da direção ou correção de rota no Sport?

Com 63% de aproveitamento e título estadual, treinador deixa o comando técnico após eliminação na Copa do Brasil e estreia com empate na Série B

Rafael Araujo | 23/03/2026, 14:58 h | Atualizado em 23/03/2026, 14:58
Tribuna da bola

Rafael Araújo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

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          Imagem ilustrativa da imagem A queda de Roger Silva: Loucura da direção ou correção de rota no Sport?
|  Foto: Paulo Paiva / SCR

Roger Silva caiu! A nova direção do Sport decidiu demitir o treinador após menos de três meses de contrato. Se fosse na "vida normal" de um regime CLT, a situação seria resumida como: “não passou no período de experiência”. Porém, ao menos por questões de resultados práticos, o agora ex-técnico não teve um desempenho tão ruim assim. O time recém-formado, apesar do futebol fraco apresentado na maioria dos jogos, conseguiu feitos importantes, como o título do Campeonato Pernambucano em cima do favorito Náutico e um aproveitamento de 63% ao longo de sua rápida passagem.

A pergunta que sempre aparece é: como um treinador com apenas três meses de casa, formando um elenco, campeão estadual e com apenas uma derrota em 12 jogos é desligado? Seria loucura da gestão Souto Maior?

Vejamos bem. Roger Silva assumiu uma "bomba". Devido à temporada de 2025, o clima no Sport é repleto de pressão, instabilidade e imediatismo por grandes resultados. O que se cobra hoje é que não basta o time vencer; ele precisa também render e jogar bem. A torcida do Sport tem uma exigência absurda sobre isso. O time de Roger Silva conquistava resultados, mas não transparecia confiança. A sensação era de que, quando viesse um adversário com um pouco mais de qualidade, a equipe iria se complicar — e isso ocorreu contra o Athletic (que também joga a Série B), pela quarta fase da Copa do Brasil. O Sport foi apático e acabou eliminado ao ser derrotado em plena Ilha do Retiro por 3 a 1.

Mas será que essa desconfiança, alinhada à pressão da torcida e de parte da imprensa, seria motivo para uma demissão? Acredito que não, até porque a decisão foi da direção do Sport, e não de quem está fora do dia a dia do clube. O que também se fala nos bastidores é que, apesar do respeito e da confiança em Roger Silva, o que se via na rotina era que o time parecia não evoluir. E isso, de fato, aconteceu. Se houve evolução, foi mínima. O título estadual, apesar dos méritos, não foi suficiente devido ao fraco nível do futebol pernambucano atual.

Por sinal, o futebol de Pernambuco só é elogiado pela Federação Pernambucana de Futebol. Mas isso é assunto para outra coluna. Sigamos!

A direção do Sport tinha duas opções: manter o treinador e mostrar que estava convicta no planejamento feito no começo da temporada, ou dar meia-volta e admitir que não estava no caminho certo. Optou por recomeçar. É um direito que tem.

O clube vai ao mercado agora em busca de um nome. Não deve buscar uma "aposta" como foi Roger Silva, mas sim um treinador que tenha experiência na Série B e que conte com a aprovação do torcedor. Observando o mercado e como o Sport é visto atualmente, isso não será missão fácil. Até lá, quem deve assumir é Márcio Goiano, hoje auxiliar da casa, porém um profissional experiente.

Por fim, uma coisa é certa: mudar de treinador não resolve o fato de o elenco atual do Sport ser limitado, ao ponto de podermos apontá-lo como um time que, hoje, não lutaria pelo acesso. Outro ponto importante: o erro não foi ter demitido Roger Silva, mas sim ter acreditado que ele conseguiria levar o Sport de volta à elite nesta temporada. Roger Silva tem tudo para crescer no futebol e torço por isso, mas ainda não é o nome certo para assumir um clube tão "despedaçado" e ao mesmo tempo tão gigante como o Sport Club do Recife.

Que o próximo treinador consiga colocar o Leão em um caminho de vitórias com autoridade, e não apenas com resultados que não convencem a ninguém. 

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Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

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Na coluna Tribuna da Bola você encontrará muita informação e sempre com o olhar crítico do jornalista e cronista esportivo Rafael Araújo. O futebol é muito mais que bola na rede ou dois times em campo. Tem paixão, histórias marcantes, negociações milionárias e até mesmo política nos bastidores. E por ser tão amplo, o Tribuna da Bola não poderia ser diferente. Falamos de tudo que envolve esse esporte absurdamente apaixonante.