99% de chance? Por que o Brasil não pode subestimar o 1% do Japão
Rafael Araújo
Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.
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O Brasil está classificado para a segunda fase da Copa do Mundo. A vaga não chega a ser uma novidade, já que todos esperavam que a Seleção Pentacampeã alcançasse esse primeiro objetivo sem grandes sustos. Em três jogos pelo Grupo C, foram sete pontos conquistados — uma campanha que começou com um empate diante de Marrocos na estreia e engrenou com duas vitórias consecutivas contra Haiti e Escócia.
O próximo compromisso já tem data e hora marcadas: segunda-feira (29), às 14h, em Houston. O adversário será o Japão, que garantiu vaga ao encerrar a fase classificatória como o segundo melhor time do Grupo F, com 5 pontos. Um detalhe importante: ambas as equipes chegam invictas a este mata-mata.
O perigo dos Samurais Azuis
O favoritismo é do Brasil, e isso ninguém pode negar. Tanto de forma coletiva quanto individualmente, a seleção brasileira sobressai. Porém, também é inegável o crescimento do futebol japonês nas últimas duas década. Em 2022, no Catar, por exemplo, os asiáticos encerraram sua participação em um honroso 9º lugar.
Os japoneses, por sinal, têm uma peça que exige, ao meu ver, certa atenção: Keito Nakamura. O atacante de 25 anos, que atua no Reims, da França, possui um excelente poder de finalização. Treinado por Hajime Moriyasu há oito anos, o Japão entra em campo no típico papel de "franco-atirador". O peso e a responsabilidade o ficarão nos ombros dos comandados de Carlo Ancelotti, fazendo com que os Samurais Azuis joguem sem tanta responsabilidade e queira surpreender.
Obediência tática e aquele "1% de chance"
Apesar de ser uma equipe com limitações técnicas, o Japão demonstra uma obediência tática interessante, o que a torna uma seleção perigosa. Segundo um depoimento da jornalista japonesa Kiyomi Nakamura, o clima no país é de realismo: eles sabem que o Brasil tem todas as chances de seguir vivo, mas se apegam ao direito de sonhar com um feito histórico. A verdade é que a torcida japonesa se encontra naquele cenário de "1% de classificação e 99% de eliminação" — algo que, em outros tempos, sequer passaria pela cabeça deles, o que prova que o futebol do país mudou de patamar.
Mas, para não parecer que estamos com excesso de receio (para não dizer medo), deixo claro: vejo o Brasil muito superior e com a obrigação real de passar pelo Japão para seguir firme em busca do título.
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Na coluna Tribuna da Bola você encontrará muita informação e sempre com o olhar crítico do jornalista e cronista esportivo Rafael Araújo. O futebol é muito mais que bola na rede ou dois times em campo. Tem paixão, histórias marcantes, negociações milionárias e até mesmo política nos bastidores. E por ser tão amplo, o Tribuna da Bola não poderia ser diferente. Falamos de tudo que envolve esse esporte absurdamente apaixonante.