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EU, CONSUMIDOR

Contestar um empréstimo consignado na justiça exige provas. Veja como proceder

Desconto indevido em benefício do INSS pode e deve ser contestado, mas ação sem prova ou negando dívida real pode virar multa por má-fé.

Edilson Vieira | | Atualizado em
Eu, consumidor

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.


          Imagem ilustrativa da imagem Contestar um empréstimo consignado na justiça exige provas. Veja como proceder
Advogado previdenciário Rômulo Saraiva alerta para ações sem sustentação: "Tentar contestar uma dívida validamente contratada pode trazer prejuízos", diz |  Foto: Foto: arquivo pessoal/cortesia

Se você abriu o extrato do INSS e encontrou um empréstimo consignado que nunca pediu, a regra é clara: você tem direito de reclamar e buscar a Justiça. Os abusos acontecem aos montes, e o consumidor não pode ficar no prejuízo.

Mas o alerta é importante: entrar com uma ação sem ter certeza dos fatos, ou tentando cancelar uma dívida que realmente fez, pode virar um tiro no pé — com risco de derrota no tribunal e pagamento de multa.

Quem explica esse cenário é o advogado previdenciário Rômulo Saraiva:

"O consumidor deve reagir a qualquer desconto que não tenha autorizado. Porém, a ação judicial precisa ser construída com verdade, documentos e análise técnica. Questionar uma fraude é um direito; tentar anular uma dívida validamente contratada, negando fatos comprovados, pode trazer prejuízos importantes."

Quando o tiro sai pela culatra no consignado

Um caso recente julgado na 2ª Vara Federal de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, mostra como a pressa sem checagem pode custar caro. Uma pensionista foi à Justiça alegando que não reconhecia nove empréstimos consignados no seu benefício.

Ela pediu a anulação dos contratos, a devolução do dinheiro em dobro e uma indenização por danos morais. Porém, durante o processo, os bancos apresentaram um arsenal de provas: contratos assinados, fotos, vídeos da contratação, geolocalização e comprovantes de que o dinheiro tinha caído na conta dela.

Diante das evidências, o juiz considerou as operações totalmente válidas. O resultado foi a derrota da pensionista e a condenação ao pagamento de uma multa de 10% do valor do processo por litigância de má-fé — quando a Justiça entende que a pessoa faltou com a verdade ou tentou obter vantagem indevida.

A decisão ainda cabe recurso, mas a lição é direta: agir sem prova pode sair caro.

A fraude existe, mas a prova é decisiva

Isso não significa que você deva ter medo e aceitar qualquer desconto indevido. Golpes do consignado acontecem diariamente, e a Justiça serve para punir instituições que agem errado.

O problema está em ir ao tribunal apenas “no achismo”, sem checar antes. Como pontua o advogado Rômulo Saraiva, o segredo é investigar com cuidado antes de processar:

"É fundamental reunir extratos bancários, histórico do Meu INSS, comprovantes de não recebimento dos valores e demais evidências. Há muitas situações reais de empréstimos fraudulentos, mas cada caso exige uma análise individual e responsável."

A penalidade por má-fé surge justamente quando alguém tenta negar fatos fáceis de comprovar. Além da multa, quem perde nesses casos pode ter que arcar com as custas do processo e até indenizar o banco.

Checklist para não cair em cilada judicial

Viu um desconto suspeito na sua aposentadoria ou pensão? Antes de entrar com ação, siga estes passos para ter certeza do seu direito:

  • Confira o extrato do Meu INSS: baixe o documento de empréstimos para ver o nome da instituição e o valor da parcela.
  • Cheque o extrato bancário: verifique se o dinheiro do empréstimo realmente entrou na sua conta na época em que o contrato foi feito.
  • Peça documentos ao banco: solicite à instituição financeira a cópia do contrato assinado e os comprovantes do repasse.
  • Procure ajuda especializada: leve toda a documentação para um advogado especialista ou para a Defensoria Pública antes de dar o primeiro passo na Justiça.

Entrar com uma ação bem fundamentada é o caminho seguro para fazer valer o seu direito e tentar colocar o dinheiro de volta no seu bolso.

“Informação e prova são as principais proteções do segurado. A Justiça existe para reparar fraudes e abusos, mas também exige lealdade de todos que recorrem a ela”, arremata Rômulo Saraiva.

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Eu, consumidor, por Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

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Eu, consumidor,por Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

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Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

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Direitos do consumidor explicados de forma direta. Dicas para economizar ou aproveitar descontos e vantagens. O que o consumidor deve saber para melhorar sua experiência de consumo, você vê nesta coluna semanal do Tribuna Online PE