Operação das Linhas Centro e Sul do Metrô do Recife é normalizada após pane
Trens voltaram a circular às 14h57 desta terça (03); passageiros caminharam pelos trilhos durante paralisação
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O serviço nas Linhas Centro e Sul do Metrô do Recife foi totalmente restabelecido e as estações reabertas às 14h57 desta terça-feira (03). A circulação de trens havia sido suspensa às 13h30 devido a uma falha no fornecimento de energia elétrica da concessionária Neoenergia.
Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) Recife, todos os protocolos de segurança ferroviária foram concluídos e o modal funciona dentro da normalidade.
O cenário durante a interrupção
Embora o sistema já opere sem restrições, o intervalo de quase uma hora e meia sem energia deixou marcas em Jaboatão dos Guararapes. Entre as estações Cavaleiro e Coqueiral, um trem parou no meio do trajeto, forçando centenas de usuários a abandonar os vagões. Sem ventilação e sob calor intenso, idosos, crianças e trabalhadores desceram à via férrea e caminharam sobre as britas e trilhos para buscar saída.
Riscos e infraestrutura
O fluxo de pessoas na linha do trem é uma prática condenada pelas normas de segurança, mas se tornou a única alternativa para quem fica confinado. O episódio expõe a fragilidade da integração entre as concessionárias de energia e o sistema de transporte, que, apesar de essencial, permanece vulnerável a interrupções externas que penalizam o usuário cotidiano.
Promessa de bilhões, realidade de centavos
O episódio de hoje ocorre em meio a um cenário de grandes expectativas políticas. Em dezembro de 2025, o Governo Federal e o Governo de Pernambuco firmaram um Acordo de Cooperação Técnica que prevê um investimento total de R$ 4 bilhões ao longo de cinco anos.
O montante, no entanto, está condicionado à estadualização e à futura concessão do sistema à iniciativa privada.
Como medida imediata dentro desse cronograma, o presidente Lula (PT), a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos, também convidado para o anúncio, comunicaram o repasse de R$ 57 milhões até dezembro de 2026.
O recurso deveria garantir a reestruturação das estações e a recuperação de coberturas, mas, para o passageiro que enfrentou os trilhos nesta tarde, o "choque de gestão" prometido por autoridades políticas ainda não é sentido pelos usuários do metrô, no terceiro mês do ano.
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