Ministério da Saúde apresenta plano para enfrentar El Niño no Nordeste
Governo federal detalha plano para conter impactos do El Niño forte e muito forte entre setembro de 2026 e março de 2027
Com a confirmação do fenômeno El Niño em intensidade forte, e a possibilidade de chegar a "muito forte" até março de 2027, o Ministério da Saúde lançou um plano para mitigar os impactos da estiagem severa e do calor extremo no Nordeste.
A apresentação foi feita nesta quarta-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado por técnicos da pasta e representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Padilha destacou a urgência de estratégias baseadas na ciência voltadas às populações mais vulneráveis para conter os efeitos das mudanças climáticas na saúde pública.
Principais medidas e estrutura de apoio
O governo federal garantiu 968 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes para o Nordeste pelo Novo PAC. Essas unidades contam com energia solar, geradores, reservatórios de água capazes de suprir por até 72 horas e estão localizadas em terrenos seguros.
Além disso, a região recebeu 1,7 mil ambulâncias do SAMU, 18,7 mil cisternas e 77 soluções de água potável destinadas a áreas indígenas.
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) já atua com bases em Salvador, e novas unidades serão instaladas em Recife e Fortaleza para acelerar o atendimento emergencial.
Os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), operando em Salvador e Fortaleza, monitoram o clima, enviam insumos médicos antecipadamente, criam zonas de resfriamento nas UBS e capacitam equipes locais.
Riscos à saúde pública e alcance nacional
A seca prolongada e as altas temperaturas aumentam os riscos de degradação da qualidade do ar, insegurança alimentar, surtos de diarreia, complicações cardiorrespiratórias e aumento da proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Em nível nacional, o plano prevê nove bases regionais da FN-SUS, capazes de responder a emergências em até 12 horas. Em 2026, a força mobilizou 139 profissionais em 11 missões pelo país, totalizando cerca de 4,9 mil atendimentos.
A expansão da rede, por meio do Novo PAC Saúde e do Programa de Reconstrução, inclui mais de 2,2 mil UBS resilientes, 4,4 mil ambulâncias e 20,8 mil cisternas em todo o Brasil.
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