Jovem desaparecida é encontrada morta às margens da BR-101
Vítima estaria sendo subornada para não denunciar uma agressão
A cabeleireira e manicure Maria Luiza da Silva Cabral, de 19 anos, considerada desaparecida desde a última sexta-feira (28), foi encontrada morta às margens da BR-101, no bairro do Passarinho, no Recife.
O corpo dela apresentava ferimentos causados por tiro e espancamento.
Maria Luiza tinha dois filhos de 3 e 4 anos de idade. Ela morava na comunidade do Bode, no Pina, e trabalhava em um salão de beleza.
Desaparecimento após encontro marcado
De acordo com amigos e parentes, Maria Luiza saiu para encontrar um rapaz que teria lhe oferecido dinheiro para que ela não denunciasse a mulher dele por violência.
Na última terça-feira (25), as duas haviam se envolvido em uma briga depois que a mulher foi até o salão de beleza onde Maria Luiza trabalhava para acusá-la de ter saído com o marido dela na noite anterior. Na confusão, ela teria levado uma tesoura, que usou para ferir uma amiga da vítima.
A agressora estava acompanhada de um segurança armado durante a briga.
A amiga, que não quis se identificar, contou que Maria Luiza aceitou sair novamente com o homem porque ele havia lhe prometido dinheiro.
O encontro foi marcado para a sexta-feira, último dia em que a vítima foi vista com vida.
Últimas imagens da jovem antes do crime
Um circuito de segurança de um bar registrou a jovem entrando em um carro na rua Vila Teimosa, no Pina, na noite da sexta-feira.
Pelas imagens, há mais de uma pessoa no veículo, já que Maria Luiza tenta por duas vezes entrar, primeiro pela porta do passageiro da frente e depois pela porta traseira da direita. Ela só consegue na terceira tentativa, quando entra pela porta do lado esquerdo.
Mãe acusa casal e pede justiça
A mãe de Maria Luiza, Marilene Maria da Silva, gerente de vendas, acusou o casal de estar envolvido na morte da filha. Na noite em que desapareceu, a vítima teria dito a ela que iria encontrar com amigas em um bar.
Segundo a mãe, a jovem foi torturada antes de morrer. Ela afirma que a mulher acusada de agressão contra a filha e uma amiga já conhecia a rotina da vítima e as pessoas relacionadas à ela.
Além disso, Marilene relata que o homem envolvido com a filha seria conhecido no Pina como uma pessoa violenta, com histórico de agressões contra mulheres.
Ela conta, ainda, que ao serem atacadas pela agressora, as duas foram à Delegacia de Boa Viagem com a intenção de prestar queixa, mas, ao chegarem lá, foram orientadas pelos policiais a procurarem atendimento médico primeiro.
Antes de elas voltarem ao local para registrar a ocorrência, o marido da agressora teria entrado em contato com elas e as convencido a não efetuar a denúncia em troca de dinheiro. "Ele fez um pix de dois mil reais no dia da confusão, e na sexta-feira ele prometeu mandar mais dinheiro", disse a mãe de Maria Luiza.
No momento da liberação do corpo da filha, a mãe se desesperou e clamou por justiça. "Hoje falaram pra eu calar a boca, não falar quem matou minha filha. Porque todo mundo tá com medo que ele venha me matar, mas eu vou colocar ele atrás das grades", afirmou.
A investigação está sendo conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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