Espera de 30 min no Metrô de Recife começou; reforma de R$ 59 mi quer fim de panes
Ramal Camaragibe opera em trilho único por seis meses para troca total de dormentes; investimento busca reduzir quebras e tempo de viagem
O tempo de espera pelo trem aumentou para até 30 minutos no ramal Camaragibe da Linha Centro do Metrô do Recife. O novo intervalo começou a operar nesta segunda-feira (8), acompanhado pelo início das obras de reforma nos trilhos do sistema. A mudança atinge diretamente 50 mil passageiros que utilizam o transporte diariamente.
A alteração no fluxo ocorre nas estações Camaragibe, Cosme Damião e Rodoviária. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o intervalo entre as viagens, que era de 25 minutos, passou a circular entre 28 e 30 minutos em horários de pico. No período da noite, a partir das 20h30, o tempo de espera na plataforma sobe para 45 minutos. O cronograma oficial de interdição parcial possui previsão de duração de seis meses.
O funcionamento em via singela
Para a execução dos serviços de engenharia, os trens circulam em via singela. Na prática, o ramal funciona com trilho único para os dois sentidos da viagem.
Os maquinários pesados e os materiais que serão utilizados na substituição das estruturas ocupam a primeira das duas vias do ramal, que está totalmente interditada para o tráfego dos passageiros. Homens trabalham nos trilhos na Linha 2, enquanto a Linha 1 recebe o fluxo concentrado de viagens de ida e volta.
Troca de dormentes e o benefício planejado
A intervenção possui custo total de R$ 59,8 milhões. A verba é destinada para a substituição de todos os dormentes do trecho afetado. Os dormentes são as peças transversais feitas de concreto e ferro que ficam posicionadas abaixo dos trilhos de aço. A função dessas estruturas é manter a distância correta entre as barras de metal e absorver o peso dos trens em movimento, garantindo a estabilidade dos vagões nas curvas e retas.
Segundo Salvino Gomes, responsável pela comunicação do Metrô Recife, a troca completa das peças substitui a política de reparos pontuais feita nos últimos anos. O objetivo do investimento é estabilizar a estrutura para eliminar as panes elétricas e mecânicas recorrentes na Linha Centro. Após a conclusão dos seis meses de obras na Linha 2, o esquema de via singela será invertido para a execução dos trabalhos na Linha 1. A promessa operacional é reduzir o intervalo de tempo entre as viagens e aumentar a oferta de lugares com mais trens na linha após a entrega definitiva.
Rotina alterada nas estações
O primeiro dia de operação modificada gerou acúmulo de passageiros nas plataformas de embarque e desembarque. Usuários relatam a necessidade de refazer o planejamento do horário de saída de casa para evitar atrasos no ambiente de trabalho.
A situação do transporte público na região é agravada pelo fechamento temporário do Terminal de Integração de Camaragibe para reformas estruturais na rede de ônibus. Passageiros que dependem da combinação entre as linhas de coletivos e o sistema de trens enfrentam acréscimo de até uma hora no tempo total de deslocamento habitual na Região Metropolitana do Recife.
Abaixo, veja a matéria completa de Rafaella Pimentel no JT1, apresentado por Artur Tigre.
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