CV e BDU: duas mortes em Olinda são investigadas em meio à disputa de facções
Criminosos com fuzis gravaram vídeo após a morte de ex-presidiário, exaltando facções e ameaçando deputado
O ex-presidiário Ronaldo Nascimento da Silva, de 31 anos, conhecido como Kininho, foi morto a tiros no sábado (17), em um campo de futevôlei na comunidade da Ilha do Maruim, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife.
Ele foi socorrido por familiares e levado ao Hospital do Tricentenário, também em Olinda, mas não resistiu aos ferimentos. Kininho tinha passagem pelo sistema prisional e já havia respondido por crimes de homicídio e tráfico de entorpecentes.
No mesmo dia, o homicídio de um rapaz de 18 anos foi registrado na comunidade. A segunda vítima, que ainda não foi identificada, também foi morta a tiros.
As duas mortes estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que deve esclarecer se há relação entre as ocorrências.
Vídeo exalta facções e ameaça deputado
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra homens armados com fuzis e pistolas, que se apresentam como responsáveis pela execução de Kininho. No registro, eles mencionam facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas em diferentes comunidades do município.
Os autores do vídeo fazem referências à facção BDU (Bonde da União), aliada do Primeiro Comando da Capital (PCC) e apontada como atuante no tráfico de drogas em diferentes áreas de Olinda. Os fatos indicam que a gravação teria sido feita por uma facção aliada ao Comando Vermelho (CV).
Ao longo do vídeo, os homens fazem saudação a criminosos cariocas, se declaram inimigos do Estado e chegam a ameaçar um deputado estadual eleito no último pleito.
Guerra de facções em Olinda
Desde julho, quando traficantes passaram a impor um toque de recolher para a população., a guerra entre facções criminosas tem provocado pânico entre moradores de comunidades de Olinda
Desde então, moradores registram em vídeos sucessivos ataques e tiroteios, nos quais criminosos aparecem usando, sem restrição, armamento de grosso calibre.
As forças de segurança têm mantido policiamento contínuo nas entradas das comunidades afetadas.
Na região da Ilha do Maruim, viaturas e policiais permanecem posicionados de forma permanente nos acessos, em uma tentativa de conter os deslocamentos de grupos armados e reduzir o temor entre os moradores.
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