Chuvas elevam nível de barragens e garantem abastecimento na Região Metropolitana
Apesar dos reservatórios cheios, Compesa mantém calendário de abastecimento inalterado
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As chuvas fortes que atingiram a Região Metropolitana do Recife nos últimos dias alteraram o nível dos principais reservatórios do estado, elevando o volume de armazenamento de água e afastando o fantasma da seca severa enfrentada em meses anteriores. Apesar disso, alguns reservatórios estão em situação de colapso, (veja no final desse texto).
De acordo com o mais recente monitoramento feito pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), datado de 10/04, o volume excedente já provocou o vertimento de importantes reservatórios, processo em que a água ultrapassa a capacidade máxima e é liberada naturalmente pelos vertedouros.
O destaque fica para a barragem de Gurjaú, no Cabo de Santo Agostinho, que atingiu 116,32% de sua capacidade total, acompanhada por Pirapama, que opera com 104,09%, e Sicupema, em Jaboatão dos Guararapes, com 103,76%.
O panorama positivo se estende a outras unidades do sistema, como a barragem de Bita, em Ipojuca, que beira a capacidade máxima com 99,33%. Em patamares mais moderados, mas ainda assim significativos, aparecem Duas Unas, com 63,67%, e Utinga, que registra 57,15% de volume acumulado. O reservatório de Botafogo, em Igarassu, com 77,94% de estoque de água, completa o cenário favorável ao abastecimento da Região Metropolitana do Recife.
CALENDÁRIO PERMANECE
Embora os números tragam alívio e reforcem a segurança para o abastecimento em períodos críticos, inclusive durante o verão de 2027, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) esclareceu que não haverá mudanças imediatas no cronograma de distribuição de água. A manutenção do rodízio atual é justificada por "diretrizes técnicas e operacionais", visando o equilíbrio da rede enquanto a Apac segue acompanhando as mudanças climática na região.
Apesar das boas noticías sobre reservatórios cheios, Pernambuco ainda têm 16 mananciais, localizados nas regiões do Agreste e Sertão, em estado de colapso . A barragem de Jucazinho, em Surubim, por exemplo, tem capacidade máxima para armazenar cerca de 204 milhões de metros cúbicos e se encontra atualmente com 2,21% dessa capacidade.
Os municípios impactados com à falta de chuvas na barragem de Jucazinho são Surubim, Salgadinho, Casinhas, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertentes, Vertente do Lério, Toritama, Cumaru, Passira e Riacho das Almas. As cidades de Bezerros e Gravatá recebiam reforço de Jucazinho, mas desde o ano passado estão sem esse recurso, sendo atendidas apenas pelos mananciais locais.
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