Trump diz que Irã de 'perdedor do Oriente Médio' e que país 'será atingido com muita força'
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O presidente Donald Trump sugeriu neste sábado, 7, que os Estados Unidos atacariam o Irã "com muita força". Ele ameaçou ampliar as ofensivas e incluir novos alvos.
"Hoje o Irã será atingido com muita força!", publicou Trump em sua plataforma Truth Social.
"Sob séria consideração para a destruição completa e morte certa, por causa do mau comportamento do Irã, estão áreas e grupos de pessoas que não eram considerados como alvos até este momento", ameaçou.
Trump escreveu a mensagem horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que o país nunca se renderia a Israel e aos Estados Unidos.
Pezeshkian, em um discurso exibido pela televisão estatal, pediu desculpas aos Estados vizinhos do Golfo pelas represálias do Irã e acrescentou que Teerã não atacaria mais estas nações, exceto em caso de ataques procedentes de seus territórios.
Em sua publicação, Trump fez referência a Pezeshkian e afirmou que o Irã "pediu desculpas e se rendeu a seus vizinhos do Oriente Médio, prometendo que não vai mais atirar neles".
"Esta promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel", escreveu Trump.
"O Irã não é mais o 'valentão do Oriente Médio', e sim 'O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO', e continuará sendo por muitas décadas até que se renda ou, mais provavelmente, entre em colapso completo!".
Segunda semana de confrontos
A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã entrou no oitavo dia neste sábado, 7, marcada por uma nova fase da ofensiva israelense contra Teerã e também contra o Hezbollah no Líbano. O Irã prometeu que não se renderá aos Estados Unidos nem a Israel após uma das ondas de ataques israelenses mais intensas desde o início da guerra, há uma semana.
Entre os alvos estavam uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis. Outro alvo dos bombardeios foi o aeroporto internacional de Mehrabad, um dos dois da capital iraniana, que sofreu um grande incêndio.
Israel bombardeou simultaneamente vários alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano. O Ministério da Saúde do Líbano anunciou um balanço de 16 mortos nos ataques deste sábado.
No oitavo dia de conflito, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom desafiador em relação a Donald Trump, que na sexta-feira exigiu a "rendição incondicional" de Teerã para acabar com a guerra.
"Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda", disse Pezeshkian em um discurso exibido na televisão.
Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã na ONU, afirmou que Washington não terá qualquer papel na escolha do próximo líder supremo, figura com mais poder do que o presidente em Teerã e que detém a palavra final em questões de política externa.
"A escolha da liderança iraniana obedecerá estritamente aos nossos procedimentos constitucionais e seguirá apenas a vontade do povo iraniano, sem interferência estrangeira", declarou.
Explosões em Jerusalém
Neste sábado, 7, foram ouvidas sirenes e explosões em Jerusalém e em cidades do Golfo como Dubai, Manama e Riade, onde as defesas sauditas interceptaram mísseis direcionados contra uma base aérea com militares americanos.
O aeroporto de Dubai, o de maior tráfego internacional do mundo, suspendeu suas operações por alguns minutos, mas pouco depois retomou parcialmente os voos após uma interceptação de projéteis iranianos.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste sábado que atacou com um drone um petroleiro que tentava atravessar a passagem estratégica que dá acesso ao Golfo Pérsico. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
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