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Internacional

Caça dos EUA derruba objeto voador não identificado que sobrevoava o Canadá

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse que ordenou a derrubada do objeto. Os destroços do objeto serão analisados


Imagem ilustrativa da imagem Caça dos EUA derruba objeto voador não identificado que sobrevoava o Canadá
O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau ordenou a derrubada do objeto voador não identificado |  Foto: Reprodução/Instagram

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse ter ordenado a derrubada de um objeto não identificado que sobrevoava o país neste sábado (11). O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte abateu o artefato, que na hora da queda estava em Yukon, no noroeste do Canadá.

"Aeronaves canadenses e americanas foram designadas, e um F-22 dos EUA disparou com sucesso contra o objeto", afirmou Trudeau. "Eu falei com o presidente Joe Biden nesta tarde. Agora, as Forças do Canadá vão recolher e analisar os destroços do objeto."

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É o terceiro caso do tipo na região neste mês. Na semana passada, Washington abateu com um caça um balão chinês que sobrevoava a região da costa da Carolina do Sul. Antes, o objeto sobrevoou Billings, no estado de Montana, onde fica uma base militar com silos de mísseis balísticos intercontinentais. Para os EUA, o objeto servia a espionagem, para Pequim, o item realizava pesquisas, sobretudo meteorológicas.

Nesta sexta-feira (10), um novo objeto de alta altitude que sobrevoava o território americano foi derrubado. De acordo com o governo americano, o item, que passava pelo estado do Alasca, foi detectado na noite de quinta-feira (9) e voava a 12 km de altitude --por isso, trazia riscos à aviação civil.

O episódio elevou as já acirradas tensões entre China e Estados Unidos e resultou no adiamento da visita do secretário de Estado americano, Antony Blinken, responsável pela diplomacia americana, a Pequim.

Uma série de episódios recentes contribuiu para deteriorar as relações sino-americanas. A expansão da presença militar dos Estados Unidos no Sudeste Asiático, criticada pelos chineses, por exemplo, acontece de forma simultânea às ameaças da China contra Taiwan, ilha que Pequim trata como uma província rebelde e que, portanto, deve ser integrada ao seu território continental.

Na quinta-feira (9), o governo da China classificou de "totalmente irresponsáveis" as falas de Biden, sobre o líder chinês, Xi Jinping. "Você consegue pensar em algum outro líder mundial que trocaria de lugar com Xi Jinping? Não é uma brincadeira. Não consigo pensar em nenhum", disse o presidente americano em entrevista ao programa PBS NewsHour. "Esse homem tem problemas enormes. Também tem muito potencial, mas, até agora, sua economia não está funcionando muito bem."

No mesmo dia, a China disse ter recusado um telefonema do secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin. Ele queria falar com seu homólogo chinês, Wei Fenghe, depois que o balão foi derrubado. O Ministério de Defesa chinês justificou a decisão afirmando que a medida foi irresponsável e não criou um clima "propício ao diálogo".

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