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"Não foi como planejei", diz Fernando Prass ao anunciar saída do Palmeiras

| 07/12/2019 17:10 h

Fernando Prass, 41, anunciou neste sábado (7) que não jogará mais pelo Palmeiras. O goleiro usou o Twitter para comunicar sua despedida do clube e lamentar sua saída. 


O Palmeiras comentou a postagem do atleta e escreveu: "Aos 41 anos, com 274 jogos e três títulos nacionais, o ídolo Fernando Prass se despede do Verdão", ao lado de um foto com dados estatísticos sobre o goleiro.

O contrato do veterano com o time alviverde se encerra no fim do ano. Recentemente, ele disse pretender atuar profissionalmente em 2020.

Em setembro, após ter sido titular na partida contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, o atleta também havia usado as redes sociais para afirmar que seu desejo era continuar jogando no time palmeirense.

"Percebi que antes do jogo de ontem, muita gente estava com medo de que fosse meu último jogo. Mas quero deixar claro que não passa pela minha cabeça me aposentar no final do ano nem deixar o Palmeiras", escreveu.

Prass estava no Palmeiras desde 2013. Ele chegou ao clube no ano em que o time disputou a Série B do Campeonato Brasileiro.

Além do título da Série B naquele ano, ele também foi bicampeão brasileiro (2016 e 2018) e faturou a Copa do Brasil (2015).

Contratado para ser titular, teve posição quase intocável entre 2013 e 2017, quando passou a brigar por posição com Jailson e, mais recentemente, Weverton.

Profissional desde 1998, o goleiro passou por Grêmio, Coritiba e Vasco antes de chegar ao time paulista. O arqueiro também foi convocado para defender a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, mas acabou cortado antes da competição devido a uma contusão no cotovelo direito.

Durante sua passagem pelo Palmeiras, ele também se destacou por seu posicionamento político. Era um dos líderes, por exemplo, do movimento conhecido como Bom Senso F.C, que reivindicava melhores condições de trabalho para os profissionais de futebol no Brasil.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, em dezembro do ano passado, ele explicou as razões que levaram ao fim do movimento. "(O Bom Senso acabou) porque muitos que estavam encabeçando o projeto pararam de jogar."

Na mesma ocasião, o arqueiro também demonstrou o seu incômodo com a presença do presidente Jair Bolsonaro no gramado do Allianz Parque durante a festa pela conquista do título brasileiro de 2018.

"Ali é um momento dos jogadores. Não sou a favor de misturar política e futebol", disse o goleiro.

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