Copa do Brasil: Fluminense joga pressão contra Operário-PR
Sem vencer há quatro partidas, time joga no Maracanã pressionado por classificação e por uma resposta após cobranças da torcida
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Há quatro jogos sem vencer, o Fluminense precisa reencontrar o caminho da vitória hoje, contra o Operário/PR, se quiser avançar para as oitavas de final da Copa do Brasil. As equipes se enfrentam às 21h30, no Maracanã, pelo jogo de volta da quinta fase, após um empate sem gols no Paraná. Se persistir a igualdade, a vaga será definida nos pênaltis.
Para além da classificação, o resultado positivo é essencial para que o treinador Luis Zubeldia possa seguir o trabalho com mais tranquilidade depois de deixar o campo no empate com o Vitória, pelo Brasileirão, sob xingamentos e gritos de “burro” da arquibancada.
O tricolor vencia por 1 a 0 e controlava a partida, mas rapidamente sofreu a virada e se desestabilizou. Nos acréscimos, Kevin Serna arrancou o empate após assistência de John Kennedy (que já tinha feito o primeiro gol), cada vez mais protagonista das reações tricolores, assim como em 2023.
Artilheiro do time na temporada com 11 gols - Seu recorde são 12, em 2023, além de seis pela Ferroviária-SP, pela qual jogou o Campeonato Paulista -, o moleque de Xerém começou o ano como titular, revezou com Rodrigo Castillo em alguns jogos, mas vem retomando o posto pelas atuações decisivas, como reconheceu Zubeldia, que o definiu como um jogador que “revoluciona o ataque quando a partida está difícil” após o empate com o Independiente Rivadavia, pela Libertadores, em que mais uma vez saiu do banco e marcou nos acréscimos para manter o time vivo na disputa pela classificação.
Da mesma forma, JK decidiu as vitórias sobre Santos e Chapecoense, pelo Brasileirão, balançando as redes aos 40 do segundo tempo. Somando os empates com Rivadavia e Vitória, são cinco partidas recentes em que o time não perdeu devido a gols marcados no fim. E parte deles veio com JK e Castillo juntos em campo.
A união dos centroavantes é uma espécie de protocolo de emergência de Zubedía. Em três das partidas, John Kennedy marcou em lances parecidos: enquanto a defesa adversária se preocupava com o grandalhão argentino, ele se posicionou alguns passos atrás (lembrando manobras de artilheiros como Cano e Fred) para ficar com a sobra ou receber um passe em condição de finalizar. A presença de Castillo dá maior liberdade ao camisa 9 para se movimentar, como foi contra o Vitória, quando recebeu no meio de campo para dar um lançamento perfeito para Serna empatar o jogo.
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