Clube social articula saída de John Textor do Botafogo
Diretoria tenta barrar John Textor na justiça após suspeitas de que o empresário usou dinheiro do Botafogo para ajudar outros times
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O Botafogo associativo intensificou os movimentos para retirar John Textor do comando da SAF, enquanto tenta viabilizar a entrada de um novo investidor.
A articulação, que já ocorre há meses, ganhou força após a identificação de operações consideradas irregulares, que teriam direcionado cerca de 138 milhões de dólares para outros clubes ligados ao empresário. Para conduzir o processo de busca por compradores, o banco BTG foi acionado.
A estratégia da diretoria é avançar juridicamente contra Textor já com um investidor encaminhado, facilitando a transição de controle. Internamente, há o entendimento de que, mesmo com uma eventual troca no comando, a recuperação judicial será necessária para equilibrar as finanças.
Até que haja definições, o clube adota postura discreta para não prejudicar negociações nem gerar ruídos com a torcida.
O caso já está sendo levado ao tribunal arbitral da Fundação Getulio Vargas, que deverá decidir sobre o futuro da SAF.
O objetivo é afastar Textor da Eagle Football Holdings, abrindo caminho para a venda a novos investidores. Paralelamente, a própria Eagle também busca respaldo por meio da Ares, fundo que participou da estruturação financeira do grupo. Atualmente, Textor já não tem mais poder no Lyon, da França.
Em 2025, a Justiça do Rio anulou reuniões conduzidas pelo empresário que alteravam a estrutura da SAF, apontando irregularidades. Em janeiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro proibiu John Textor de vender jogadores da SAF do Botafogo, atendendo a pedido do clube associativo, devido ao uso de recursos da SAF para quitar as dívidas do Lyon.
Apesar das restrições, Textor ainda pode firmar compromissos financeiros, o que mantém o impasse em aberto.
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