Botafogo encara o Internacional em meio a crise exposta
Equipes se enfrentam no Mané Garrincha, em Brasília. Alvinegro está pressionado por crise financeira, turbulências na SAF e com Barboza à venda
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Invicto sob o comando de Franclim Carvalho, com três vitórias e dois empates, mas em crise fora de campo, o Botafogo pode ter hoje, contra o Internacional, no Mané Garrincha - mandante, o alvinegro levou o jogo para a capital federal por conta do show de The Weeknd, domingo, no Nilton Santos -, a despedida do zagueiro Alexander Barboza.
Titular da equipe desde 2024, quando foi eleito o melhor defensor da América do Sul na campanha do título da Libertadores, o argentino de 31 anos tem negociações avançadas para ser vendido ao Palmeiras.
Relacionado e presente na delegação que já está na capital federal, Barboza tem vínculo com o Botafogo até o final do ano e já estaria livre para assinar um pré-contrato a partir de junho, o que faria com que o defensor saísse de graça do alvinegro.
Por isso, ciente do interesse do Palmeiras pelo zagueiro, o alvinegro sinalizou positivamente para uma proposta de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 20 milhões) para negociar o zagueiro já na próxima janela de transferências, que abre em 20 de julho, após a pausa do calendário nacional para a disputa da Copa do Mundo.
A crise financeira é a principal razão para que o Botafogo tope negociar Barboza com o Palmeiras. O alvinegro prevê dificuldades para honrar os compromissos salariais com os atletas nos próximos meses e sabe que não tem muitas fontes de rendas futuras.
Além do próprio Barboza, que deve retornar ao time titular após ser poupado contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, o Botafogo deve ter Alex Telles, Medina e Arthur Cabral de volta aos onze iniciais na partida de hoje.
Durcesio Mello
Durcesio Mello está de volta ao comando do Botafogo. Pelo menos por enquanto. Presidente do clube entre 2021 e 2024, o dirigente de 71 anos foi escolhido pelo Conselho de Administração da SAF para assumir interinamente o cargo de diretor geral no lugar do afastado John Textor.
“Os profissionais da SAF seguem normalmente em suas posições, as atividades e rotina do futebol estão preservadas e todos atuando com muita maturidade nesse período. Os atletas estão sendo informados de toda a situação, com transparência e diálogo, e no momento estamos criando as condições para terem foco apenas no jogo contra o Internacional - disse Durcesio em seu primeiro pronunciamento no cargo. - Vale enfatizar que sou 100% SAF, mas Botafogo acima de tudo”, cravou.
A princípio, Durcesio ficará na cadeira até a próxima quarta-feira (29), quando o Tribunal Arbitral avaliará a manutenção ou não do afastamento de John Textor. Há, porém, a possibilidade do ex-presidente ser retirado do cargo justamente pelos árbitros da FGV.
Isto é porque nesta sexta-feira, a Eagle Bidco, acionista majoritária com 90% das ações da SAF, e o associativo, que detém os outros 10% do clube-empresa, pediram ao tribunal que retire Durcesio Mello da função.
As partes estranharam a movimentação que resultou na escolha de Durcesio e questionam a legalidade da operação junto aos mesmos árbitros que decidiram pelo afastamento de John Textor.
A ideia, tanto do associativo quanto dos acionistas da Eagle, é sugerir, via Tribunal Arbitral, um novo nome para ser o CEO da SAF. Além disso, também há um pleito para diminuir o número de integrantes do Conselho de Administração do alvinegro.
O principal argumento jurídico para a retirada de Durcesio Mello do cargo é que, assim como acontece com John Textor, os atos do Conselho de Administração também precisariam ser comunicados ao Tribunal Arbitral da FGV, que faz a mediação das questões da SAF.
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