“Vou entregar o Salvador Costa pronto”, garante diretor do Vitória
Com a entrega marcada para o início de outubro, Perovano projeta o futuro do Vitória e avalia os erros e acertos da temporada
Enquanto o estádio Salvador Costa se aproxima da conclusão e entrega da última etapa de ampliação, o Vitória também se prepara para uma mudança de gestão nas eleições de outubro.
Em entrevista ao programa Apita Aí, da TV Tribuna/Band, Antônio Perovano, diretor financeiro e presidente do Conselho Deliberativo do Alvianil, faz um balanço da temporada de 2026, fala sobre o andamento das obras no estádio, o planejamento para o próximo ano e defende mudanças no calendário do futebol capixaba.
A Tribuna — Como está o andamento das obras de ampliação do Salvador Costa e quando será inaugurada a última etapa?
Antônio Perovano — A pedra fundamental foi lançada no dia 8 de janeiro de 2024. Começamos o canteiro de obras e vamos entregar a obra finalizada agora, no dia 3 de outubro de 2026. Então, acho que o que não fizeram em 50 anos, nós vamos fazer agora. Vou entregar pronto.
Antes das eleições que acontecerão no Vitória, em outubro, nós já vamos fazer a entrega da obra. Assim, a próxima diretoria já vai ter uma casa pronta e completa. Então, no dia 3 de outubro, um sábado, teremos a inauguração da quarta e última etapa.
Como foi decidido o calendário do futebol capixaba para 2027? Por que a manutenção do Capixabão e a realização da Copa Espírito Santo no segundo semestre?
O Vitória foi procurado por uma pessoa para pedir para mudar a forma de disputa do Campeonato Capixaba. A gente discutiu isso — eu, o presidente, o vice-presidente e o diretor — e falamos que eram dez clubes. A proposta deles era cair um e nós não concordamos: queríamos que caíssem dois e subissem dois.
Os dois primeiros já entrariam classificados, enquanto o terceiro, quarto, quinto e sexto jogariam um playoff. Estava tudo certo no arbitral para que fosse aprovado.
A nossa proposta sempre foi discutir que não podemos ter futebol aqui por apenas quatro meses por ano. Não existe calendário de quatro meses. A proposta nossa, junto com outros clubes, era ter o Capixabão no primeiro semestre e a Copa Espírito Santo no segundo semestre.
De uma hora para outra, houve uma mudança. Pediram para rever o voto e acabou mantendo aquilo que vinha sendo feito nos outros anos. Então, vai continuar este ano novamente.
Como o senhor avalia a temporada do Vitória?
Eu tenho falado que o Vitória, como direção, trabalha para o clube como um time de Série A. Mas, no futebol em 2026, o Vitória trabalhou para ser Série D mesmo. Não merecia sair da Série D.
Tivemos a primeira partida e ganhamos de 4 a 0 fora de casa. Depois, dentro de casa, conseguimos perder de 5 a 1. Na Série D, ganhamos aqui do Betim por 1 a 0, aconteceu aquilo que vocês sabem e, depois, aos 40, 47 minutos.
Depois veio a Copa Espírito Santo e perdemos de 1 a 0 aqui, mas era para termos ganhado o jogo. Jogamos praticamente com o sub-20, na nona rodada da primeira fase, contra o Venda Nova.
Aí fomos jogar a final, em jogo único no Kleber Andrade, com todos os titulares, e aconteceu aquilo que vocês viram lá. Futebol, na verdade, é 2 mais 2. Às vezes não dá 4, dá 5, dá 3. Não é uma matemática exata. Então, na verdade, até hoje não conseguimos explicar o que aconteceu. Até hoje eu não consigo explicar.
Como está o planejamento para a próxima temporada?
A gente está deixando a espinha do time pronta. Tem o Cezini, que está fazendo um bom trabalho lá e até marcou um gol domingo. Temos o Kaiky e o Quieza, o Paulo Henrique, que acaba o contrato em dezembro — ou eles compram, ou ele tem que retornar — e também o Caio, que está lá no Bangu, emprestado.
Então, nós temos, na verdade, dez atletas já prontos para poder começar a montar o time a partir do momento oportuno, quando houver a eleição e for escolhido o próximo presidente, o vice-presidente e o próximo presidente do Conselho.
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