Inglaterra encara o México e a pressão do Azteca
Além da pressão da torcida mexicana, ingleses terão de lidar com a altitude. Vencedor pode encarar o Brasil nas quartas
O adversário de Brasil ou Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo será conhecido neste domingo (5). México e Inglaterra medem forças às 21 horas (de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México, em um duelo que reúne a invicta seleção anfitriã e uma das principais potências do futebol europeu. Quem vencer seguirá vivo na luta pelo título e poderá cruzar o caminho brasileiro.
Os mexicanos chegam embalados por uma campanha impecável. A equipe comandada por Javier Aguirre venceu todas as quatro partidas disputadas até agora e ainda não sofreu nenhum gol. Além do desempenho consistente, o México aposta na força da torcida e no conhecimento do Azteca para tentar surpreender mais uma favorita ao título.
A trajetória começou com vitórias sobre África do Sul (2 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e Tchéquia (3 a 0), resultados que garantiram a liderança do grupo.
Na 2ª fase, a seleção confirmou a boa fase ao derrotar o Equador por 2 a 0, com gols de Julián Quiñones e Raúl Jiménez.
Do outro lado, a Inglaterra chega credenciada pelo elenco estrelado, mas ainda busca maior regularidade. A equipe de Thomas Tuchel liderou seu grupo após superar Croácia e Panamá, além de empatar com Gana.
Na fase eliminatória, porém, precisou mostrar poder de reação para vencer a República Democrática do Congo por 2 a 1, de virada, graças a dois gols de Harry Kane.
O centroavante segue como principal referência ofensiva dos ingleses, enquanto Jude Bellingham exerce papel fundamental na criação das jogadas. Declan Rice dá equilíbrio ao meio-campo, e jogadores como Anthony Gordon e Noni Madueke oferecem velocidade pelos lados.
O técnico Thomas Tuchel aposta na união do remodelado grupo inglês para apagar a amarga memória de 40 anos.
“A energia e o espírito da equipe estão no mais alto nível. Todos entendem perfeitamente em que fase do torneio estamos e o que é preciso”, afirmou o comandante, que se preocupa mais com a altitude da Cidade do México, de 2.240 metros acima do nível do mar. “Teremos de enfrentar e estamos dispostos a tudo”, concluiu Tuchel.
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