Holanda supera Tunísia, foge do Brasil e pega Marrocos no mata-mata
Laranja abre 2 a 0 em seis minutos, faz 3 a 1 e evita cruzar com o Brasil; duelo das oitavas será na segunda, às 22h (de Brasília)
Pedra no sapato do Brasil na história das Copas do Mundo, com três triunfos em cinco compromissos (todos nas fases decisivas), a Holanda não será a adversária da equipe verde e amarela no mata-mata. Em 'treino de luxo' no Arrowhead Stadium, em Kansas City, no qual precisou de apenas seis minutos para abrir dois gols de vantagem, a seleção do corintiano Memphis Depay se garantiu na liderança do Grupo F com fácil triunfo por 3 a 1 e escapou do caminho da pentacampeã. Com o tranquilo resultado, terá pela frente o perigoso Marrocos, segunda-feira, às 22 horas (de Brasília), em Guadalupe, no México.
Será o quarto encontro entre holandeses e marroquinos na história e o segundo em Copas do Mundo. Em 1994, ainda pela fase de classificação, triunfo laranja por 2 a 1, que também serve para mostrar como anda o retrospecto, já que nunca empataram e os africanos ganharam apenas um duelo.
O confronto promete grande emoção, já que a Holanda nutre uma invencibilidade de 15 jogos sem perder no tempo normal ou na prorrogação em Copas do Mundo, maior série invicta da atualidade, enquanto o Marrocos soma 32 partidas em sequência sem sentir o gostinho amargo da derrota.
Skhiri, contra a própria meta, e a aposta Brobbey anotaram os gols da etapa inicial, na qual a Holanda parecia um rolo compressor tamanha sua ambição de nova vitória - vinha de 5 a 1 na Suécia. Na etapa final, Mastouri diminuiu, mas Van Hecke logo anotou o terceiro, fechando a conta.
COMEÇO ARRASADOR E DOIS GOLS EM APENAS SEIS MINUTOS
O jogo nada valia à eliminada Tunísia, mas tinha um peso gigante para a Holanda. Ganhar e manter vantagem no saldo de gols em disputa acirrada com o Japão significava fechar no topo da chave
E com ambição, a seleção necessitou de somente dois minutos para abrir frente. Troca de passes rápidos, cruzamento de Dumfries e Skhiri, desengonçado, mandou às próprias redes em canelada vergonhosa. Brobbey, que faria o primeiro não fosse a lambança do defensor, apareceu livre para ampliar aos seis em massacre laranja.
O jogo com conotação decisiva para a liderança o Grupo F se transformou rapidamente em um treino de luxo aos holandeses. Ronald Koeman, que mexeu em algumas posições, observava seu leve ataque e a produção pelas laterais em jogadas ofensivas em sequência.
Gakpo, duas vezes, Dumfries, Reijnders, Malen e até o zagueiro Van Dijk tiveram boas oportunidades para ampliar ainda antes do intervalo, mas não capricharam na hora de estufar as redes. A Tunísia vivia de lampejos em contragolpes explorando espaços dados pelos alas, porém, sem conclusões ou chutes bem distantes de um tranquilo goleiro Verbruggen.
SUSTO DA TUNÍSIA E HOLANDA DECISIVA
A segunda etapa começou com um jogador da Tunísia a menos em campo. Atenta, a árbitra Katia Itzel García paralisou, com a enorme vaia no estádio servindo para indicar a ausência do atrasado Skhiri - ainda tinha o número da camisa descolando.
Repetindo a tática da etapa anterior, a largada holandesa foi em alta intensidade e por muito pouco Dumfries não ampliou. O zagueiro pulou na bola para evitar o terceiro gol.
A chuva chegou e se tornou um adversário a mais. Melhor para a Tunísia, que diminuiu em cabeçada de Mastouri após cobrança de escanteio diante de uma Holanda muito sossegada em campo com a vantagem tranquila. Com o gol do Japão no outro jogo, a liderança que parecia fácil acabou indefinida - tudo estava igual.
Ao saber do gol japonês, a Holanda deixou a preguiça de lado, voltou a jogar bola e sem problemas fez o terceiro em cabeçada de Van Hecke. Reijnders, em tentativa por cobertura, parou no travessão no retorno do massacre da favorita. Dahmen evitou a goleada com duas defesas complicadas.
Memphis Depay entrou somente aos 32 minutos, para explosão dos holandeses. Maior artilheiro da seleção com 55 gols, o astro goza de enorme prestígio das arquibancadas laranjas. Mas desta vez sem gols ou assistências.
FICHA TÉCNICA
TUNÍSIA 1 X 3 HOLANDA
TUNÍSIA - Dahmen; Valery, Abdi, Talbi e Ben Hamida (Ben Ouanes); Khedira (Mahmoud), Skhiri, Hannibal Mejbri, Gharbi (Chaouat) e Slimane (Achouri); Mastouri (Tounekti). Técnico: Hervé Renard.
HOLANDA - Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Aké; Gravenberch, De Jong (Koopmeiners) e Reijnders (Kluivert); Malen (Summerville), Gakpo (Lang) e Brobbey (Memphis Depay). Técnico: Ronald Koeman.
GOLS - Skhiri (contra), aos dois, e Brobbey, aos seis minutos do primeiro tempo; Mastouri, aos 8, e Van Hecke, aos 16 do segundo.
CARTÃO AMARELO - Não houve.
ÁRBITRA - Katia Itzel García (MEX).
PÚBLICO - 68.391 presentes.
LOCAL - Arrowhead Stadium, em Kansas City (EUA).
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