Grupo B tem Suíça e Canadá como favoritos, além de Catar e Bósnia e Herzegovina
Em chave equilibrada, suíços são favoritos à liderança, enquanto canadenses apostam no fator casa
Enquanto outros grupos contam com campeões mundiais e candidatos ao título da Copa do Mundo 2026, o Grupo B chama atenção justamente pela ausência deles. Entre anfitriões em busca de afirmação, europeus acostumados a competir em alto nível e seleções que sonham em fazer história, chave reúne ingredientes de sobra para uma disputa imprevisível.
Sem uma potência tradicional no caminho, Canadá, Suíça, Catar e Bósnia e Herzegovina entram na Copa do Mundo de 2026 enxergando uma oportunidade rara de avançar e surpreender.
A Suíça aparece como a principal favorita à liderança. Atual 19ª colocada do ranking da Fifa, a seleção europeia disputará sua sexta Copa do Mundo consecutiva e chega embalada por uma campanha invicta nas Eliminatórias.
Comandada dentro de campo pelo experiente meio-campista Granit Xhaka, a equipe aposta na combinação entre jogadores rodados e jovens talentos para repetir, ao menos, as campanhas recentes que a levaram às oitavas de final em cinco das últimas seis edições do torneio.
Na sequência surge o Canadá, que tentará aproveitar o fator casa para fazer história. Coanfitrião da competição ao lado de Estados Unidos e México, o país garantiu vaga automática e chega com a geração mais talentosa de sua história. O principal nome é Alphonso Davies, lateral do Bayern de Munique é uma das referências técnicas da equipe. Jonathan David, da Juventus, também é uma das esperanças ofensivas dos canadenses.
Apesar do potencial, o desafio será encerrar um retrospecto negativo: nas duas participações anteriores em Copas, em 1986 e 2022, o Canadá perdeu todos os jogos da fase de grupos.
A Bósnia e Herzegovina retorna ao Mundial após 12 anos de ausência. A seleção garantiu vaga de forma dramática ao eliminar País de Gales e Itália na repescagem europeia. O grande símbolo da equipe segue sendo o atacante Edin Dzeko. Aos 40 anos, o maior artilheiro da história do país disputará sua segunda Copa do Mundo e tentará conduzir os bósnios a uma classificação inédita para o mata-mata.
Correndo por fora aparece o Catar. Depois da campanha decepcionante como anfitrião em 2022, quando perdeu os três jogos e se tornou o primeiro país-sede a terminar uma Copa sem pontos, os catarianos chegam mais experientes e apostam no talento de Akram Afif, principal jogador da equipe e destaque nas Eliminatórias Asiáticas.
Embora a Suíça largue com favoritismo, a disputa pela segunda vaga promete ser intensa. Canadá, Bósnia e Catar possuem argumentos para sonhar com a classificação, tornando o Grupo B uma das chaves mais imprevisíveis da fase inicial do Mundial, assim como o Grupo A.
Canadá aposta no fator casa
O Canadá chega à Copa do Mundo de 2026 motivado pelo fator casa e pela melhor geração de sua história. Coanfitriã do torneio, a seleção aposta em dois nomes que atuam no futebol europeu para buscar uma campanha inédita. Capitão da equipe, Alphonso Davies, lateral do Bayern de Munique, é a principal referência técnica, destacando-se pela velocidade, força ofensiva e liderança dentro de campo.
No ataque, Jonathan David, da Juventus, surge como a grande esperança de gols. Conhecido pela movimentação inteligente e eficiência nas finalizações, o atacante será peça fundamental para que os canadenses tentem superar rivais experientes e avançar para a segunda fase.
Bósnia: Dzeko lidera retorno bósnio
A Bósnia e Herzegovina está de volta à Copa do Mundo após 12 anos e disputará apenas sua segunda edição do torneio. A classificação veio de forma dramática na repescagem europeia, com vitórias sobre seleções tradicionais como País de Gales e Itália, reforçando a capacidade da equipe de competir em alto nível. O grande símbolo da seleção segue sendo o atacante Edin Dzeko. Aos 40 anos, o jogador do Schalke 04 continua como principal referência técnica e líder dos bósnios.
Autor de um gol decisivo na repescagem, onde eliminou a Itália, Dzeko mantém o faro artilheiro que o transformou no maior goleador da história do país. Além da capacidade de finalização, sua presença física e experiência ajudam a criar espaços para os companheiros e tornam a equipe mais perigosa no ataque. Com um elenco competitivo e liderado por seu veterano capitão, a Bósnia sonha em alcançar pela primeira vez uma vaga no mata-mata.
Suíça: força e tradição europeia
A Suíça chega como a seleção mais tradicional do Grupo B e principal candidata à liderança da chave. Esta será a 13ª participação dos suíços em Mundiais, reforçando o histórico de regularidade da equipe, que alcançou as oitavas de final em cinco das últimas seis edições do torneio, incluindo a campanha no Catar, em 2022. Sob o comando do técnico Murat Yakin, a seleção mantém sua identidade baseada em organização tática, disciplina defensiva e eficiência nos momentos decisivos.
O principal nome da equipe é o meio-campista Granit Xhaka, capitão e responsável por ditar o ritmo do jogo. Experiente e dono de grande visão tática, o jogador é o cérebro da seleção e a principal liderança dentro de campo. No ataque, Breel Embolo surge como a referência ofensiva, enquanto o zagueiro Manuel Akanji, do Manchester City, garante solidez ao sistema defensivo.
Catar: em busca de evolução
O Catar disputará sua segunda Copa do Mundo em 2026 após a participação como país-sede em 2022, quando terminou na última colocação geral. Agora, a seleção asiática busca mostrar evolução e aproveitar a experiência adquirida no torneio anterior. Comandada pelo técnico espanhol Julen Lopetegui, a equipe aposta em nomes como os brasileiros naturalizados Edmilson Júnior, atacante do Al-Duhail, e Lucas Mendes, lateral do Al-Wakrah.
O principal destaque, porém, é Akram Afif. Craque do Al Sadd e um dos responsáveis pelo tricampeonato asiático do Catar, o ponta se destaca pela habilidade, velocidade e capacidade de criar jogadas. Mais experiente, Afif é a principal esperança catariana.
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