Copa de 2026 chega ao fim com recordes históricos, polêmicas e título da Espanha
Recordes, novas regras, despedidas e polêmicas fizeram do Mundial um divisor de águas, com lições e legados para o futuro
A histórica Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim consolidando uma edição repleta de novidades, recordes e debates. A Espanha conquistou o bicampeonato mundial ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, coroando a campanha dominante da equipe comandada por Luis de la Fuente.
Rodri foi eleito o melhor jogador do torneio, enquanto jovens como Lamine Yamal e Pau Cubarsí simbolizaram a renovação da Fúria.
A primeira Copa disputada por 48 seleções entregou jogos eletrizantes e uma média de 2,96 gols por partida, a maior desde 1970.
O duelo entre Kylian Mbappé e Lionel Messi pela artilharia também marcou a competição. O francês terminou com dez gols e assumiu a liderança isolada da artilharia histórica das Copas, com 22 gols, ultrapassando Messi, que encerrou sua trajetória em Mundiais com 21 gols e seis participações.
A edição também representou a despedida de nomes históricos como Cristiano Ronaldo, Luka Modric, Neymar, Kevin De Bruyne, Mohamed Salah, Manuel Neuer e Memphis Depay.
O Brasil, por sua vez, teve campanha abaixo das expectativas. Eliminada pela Noruega nas oitavas de final, a Seleção Brasileira terminou a competição apenas na 11ª colocação.
Fora de campo, a Fifa promoveu mudanças importantes nas regras para combater a cera e acelerar o jogo. Entre as novidades estiveram a contagem de cinco segundos para cobranças de tiros de meta e laterais, limite de dez segundos para substituições, retorno ao gramado apenas após 60 segundos para atletas atendidos em campo, ampliação dos poderes do VAR, expulsão para jogadores que abandonassem o campo em protesto e a chamada “Lei Vini Jr.”, que passou a punir com cartão vermelho atletas que cobrissem a boca durante discussões com adversários ou arbitragem.
Apesar dos avanços técnicos, o Mundial também ficou marcado por críticas à logística, às longas viagens entre Estados Unidos, México e Canadá, aos problemas nos gramados, às tensões diplomáticas entre Irã e EUA, às filas nos estádios e a polêmicas, como a anulação do cartão vermelho do norte-americano Balogun por interferência externa da Fifa.
Agora, os olhos se voltam para o futuro. Que venha a Copa de 2030! O torneio do centenário promete uma logística audaciosa: será disputado em três continentes e seis países, com partidas de abertura no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, e o restante da competição dividido entre Espanha, Portugal e Marrocos.
RECORDES QUEBRADOS NA COPA DO MUNDO DE 2026
Maior Copa do Mundo da história — 48 seleções participantes
Primeira Copa do Mundo sediada por três países — Estados Unidos, Canadá e México
Menor nação da história a disputar uma Copa do Mundo — Curaçao (cerca de 156 mil habitantes)
Menor nação da história a avançar ao mata-mata — Cabo Verde (cerca de 560 mil habitantes)
Técnico mais velho da história das Copas — Dick Advocaat (78 anos)
Maior artilheiro da história das Copas — Kylian Mbappé (22 gols)
Maior artilheiro da fase mata-mata das Copas — Kylian Mbappé (10 gols)
Mais assistências em uma edição — Michael Olise (7)
Mais assistências na história das Copas — Lionel Messi (12)
Mais participações em Copas do Mundo — Guillermo Ochoa, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo (6)
Mais jogos em Copas do Mundo — Lionel Messi (34)
Maior tempo jogado em Copas do Mundo — Lionel Messi (2.489 minutos)
Maior número de vitórias em Copas do Mundo — Lionel Messi (27)
Jogador mais velho a marcar um hat-trick em Copa do Mundo — Lionel Messi (38 anos e 358 dias)
Jogador mais velho a marcar em um mata-mata — Cristiano Ronaldo (41 anos e 147 dias)
Único jogador a marcar em seis Copas do Mundo diferentes — Cristiano Ronaldo
Mais jogos sem sofrer gols em uma única edição — Unai Simón (7)
Campeão com a melhor defesa da história — Espanha (1 gol sofrido)
Mais jogos em uma edição de Copa do Mundo — 104
Mais gols em uma edição de Copa do Mundo — 308
Números e curiosidades
Jogos — 104
Gols — 308
Média de gols por partida — 2,96
Campeão — Espanha
Vice-campeão — Argentina
3º lugar — Inglaterra
Maior público total em uma edição de Copa do Mundo — 6.810.966
Segunda maior média de público da história — 65.490 torcedores por jogo
Jogos com maior público da edição — 80.824 torcedores
Maior média de gols desde 1970 — 2,95 por partida
Jogo mais longo da história da Copa do Mundo (com prorrogação) — Bélgica 3 x 2 Senegal (132 min.)
Mais gols contra em uma edição — 13
Melhor ataque — França e Inglaterra (20 gols)
Melhor defesa — Espanha (1 gol sofrido)
Jogos sem sofrer gols — Espanha (7)
Mais cartões na Copa — Argentina (13 amarelos e 1 vermelho)
Árbitro com mais vermelhos — Wilton Pereira Sampaio (3)
Placar mais repetido (contando apenas os 90 minutos) — 1 a 0 (14 vezes)
Campeã mundial - Espanha
Campanha
Fase de grupo
Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
Uruguai 0 x 1 Espanha
2ª fase - Espanha 3 x 0 Áustria
Oitavas de final
Portugal 0 x 1 Espanha
Quartas de final
Espanha 2 x 1 Bélgica
Semifinal
França 0 x 2 Espanha
Final
Argentina 0 x 1 Espanha
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