Como jogam as seleções favoritas da Copa? Veja o raio-X das candidatas ao título
De Argentina e França a Brasil e Espanha, candidatas ao título apostam em estilos distintos, elencos profundos e estrelas capazes de decidir
A Copa do Mundo de 2026 reúne uma combinação de seleções tradicionais em bom momento, gerações talentosas chegando ao auge e campeões recentes tentando confirmar seu favoritismo. Entre as equipes mais cotadas para levantar a taça, algumas se destacam pelo jogo coletivo, outras pela qualidade individual e algumas pelo peso de sua camisa.
Da atual campeã Argentina à renovada Espanha, passando pelo ataque estrelado da França e pela melhor geração de Portugal, cada candidata chega aos Estados Unidos, Canadá e México com credenciais diferentes. Confira como jogam as principais favoritas ao título.
ESPANHA
A seleção espanhola desembarca na Copa como uma das equipes mais organizadas do futebol mundial. Atual campeã da Eurocopa e entre as primeiras colocadas do ranking da Fifa, a equipe comandada por Luis de la Fuente combina posse de bola, intensidade na pressão e um repertório ofensivo cada vez mais vertical.
Grande parte desse crescimento passa pelos jovens talentos que atuam pelos lados do campo. Nico Williams oferece velocidade, profundidade e explosão física, enquanto Lamine Yamal surge como um dos jogadores mais decisivos do planeta. Mesmo aos 19 anos, o atacante tem capacidade para desequilibrar partidas em lances individuais e criar soluções inesperadas em jogos travados.
Além dos destaques ofensivos, a Espanha conta com um meio-campo técnico e acostumado a controlar o ritmo das partidas. O desafio será transformar o domínio territorial em eficiência diante de adversários mais fechados, algo que historicamente já trouxe dificuldades para a equipe em grandes torneios, como na partida que culminou na sua eliminação diante do Marrocos na Copa do Catar, em 2022.
FRANÇA
A França segue sendo uma das seleções mais talentosas do futebol mundial. Com Kylian Mbappé liderando um ataque repleto de estrelas, os franceses chegam ao Mundial com profundidade de elenco e diversas alternativas ofensivas.
Durante boa parte do ciclo, Didier Deschamps priorizou uma abordagem mais cautelosa, baseada na solidez defensiva e em transições rápidas. Nos últimos meses, porém, o treinador passou a dar mais liberdade ao setor ofensivo, buscando uma equipe menos previsível. O resultado foi uma França mais agressiva e criativa nos amistosos preparatórios.
O grande trunfo está na quantidade de jogadores capazes de decidir partidas. Além de Mbappé, nomes como Ousmane Dembélé, Michael Olise, Désiré Doué e outros talentos oferecem soluções variadas. A dúvida é se Deschamps encontrará o equilíbrio ideal entre ataque e defesa. Se conseguir encaixar todas as peças, poucos times terão um teto tão alto quanto o dos franceses.
PORTUGAL
O selecionado português chega à Copa do Mundo impulsionado por uma geração considerada por muitos a mais qualificada de sua história. A equipe reúne experiência, talento técnico e versatilidade tática, além de viver o que provavelmente será o último Mundial de Cristiano Ronaldo.
Sob o comando de Roberto Martínez, a seleção portuguesa se destaca pela capacidade de mudar de esquema sem perder competitividade. Jogadores como Nuno Mendes, João Cancelo, João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes e Bernardo Silva permitem inúmeras variações durante a partida, tornando o time difícil de ser neutralizado.
A espinha dorsal está consolidada e ganhou ainda mais confiança após a conquista da Liga das Nações. O principal desafio será lidar com a pressão de uma geração que carrega grandes expectativas. Com um elenco profundo e experiente, Portugal tem motivos para sonhar seriamente com sua primeira Copa do Mundo.
INGLATERRA
A Inglaterra chega embalada por uma campanha impecável nas Eliminatórias e pela expectativa em torno do trabalho de Thomas Tuchel. Depois de bater na trave em competições recentes, os ingleses apostam no treinador alemão para dar o passo final rumo ao título.
O elenco impressiona principalmente do meio para frente. Jude Bellingham, Harry Kane, Bukayo Saka e Declan Rice formam uma base extremamente competitiva, enquanto o sistema 4-2-3-1 adotado por Tuchel busca potencializar as qualidades individuais sem abrir mão do equilíbrio coletivo.
Apesar do talento disponível, persistem algumas dúvidas. O setor defensivo ainda não transmite a mesma segurança de outras favoritas e o histórico recente da seleção em momentos decisivos gera cautela. Ainda assim, poucos países possuem uma combinação tão forte entre juventude e experiência.
ARGENTINA
Atual campeã do mundo e líder do ranking da Fifa, a Argentina chega ao torneio com uma vantagem importante: o elenco já sabe exatamente como competir em uma Copa do Mundo.
Lionel Scaloni manteve a base que conquistou o título no Catar e preservou a identidade da equipe. O sistema segue apoiado em uma defesa sólida, meio-campistas de boa circulação de bola e um ataque liderado por Lionel Messi. Ao lado do camisa 10, Julián Álvarez e Lautaro Martínez seguem como referências ofensivas.
Embora parte dos jogadores esteja mais experiente e alguns tenham enfrentado problemas físicos recentes, o entrosamento continua sendo um diferencial. Além disso, jovens como Nico Paz e Thiago Almada ampliam as opções do treinador. A principal missão será lidar com o peso de defender o título, algo que apenas Itália e Brasil conseguiram fazer com sucesso na história dos Mundiais.
BRASIL
A seleção brasileira chega à Copa cercada por dúvidas, mas também por enorme potencial ofensivo. O ciclo foi marcado por turbulências, trocas de treinadores e instabilidade institucional, mas Carlo Ancelotti conseguiu conduzir a equipe até o Mundial.
O principal ponto forte está do meio para frente. Sem Neymar na sua melhor forma física, Vinícius Júnior e Raphinha são as principais referências técnicas brasileiras do momento. Além deles, outros talentos oferecem velocidade, criatividade e capacidade de decisão, como Endrick, Rayan e Luiz Henrique. O treinador italiano aposta em uma equipe agressiva e preparada para explorar transições rápidas.
Por outro lado, a lateral segue sendo uma preocupação. Diferentemente de outras gerações, o Brasil não conta atualmente com jogadores do nível de Cafu, Roberto Carlos, Marcelo ou Daniel Alves nessas posições. Ainda assim, o peso da camisa, a tradição em Copas e a qualidade individual fazem da seleção brasileira uma candidata natural ao título. Muito também dependerá da condição física de Neymar ao longo do torneio.
ALEMANHA
A Alemanha entra na Copa tentando recuperar o protagonismo perdido nas últimas grandes competições. Apesar de não convencer plenamente há algum tempo, a equipe de Julian Nagelsmann segue entre as seleções mais respeitadas do futebol mundial.
Uma das marcas do treinador é a flexibilidade tática. A Alemanha alterna sistemas com frequência e busca intensidade máxima durante os 90 minutos. O elenco conta com jogadores experientes e acostumados a grandes decisões, muitos deles oriundos do Bayern de Munique.
O setor ofensivo concentra boa parte das esperanças. Jamal Musiala, Florian Wirtz e Kai Havertz oferecem criatividade e capacidade técnica acima da média. Em contrapartida, a equipe ainda busca maior estabilidade defensiva e não possui um centroavante de elite tão consolidado quanto outras favoritas. Se encontrar equilíbrio entre os setores, a tetracampeã pode voltar a ser uma ameaça real na luta pelo título.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários