Brasil encara o Japão em Houston por vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
Liderada por Vini Jr., Seleção de Carlo Ancelotti defende favoritismo para avançar no mata-mata e tenta dar troco após derrota recente para asiáticos
A Seleção Brasileira entra em campo na tarde desta segunda-feira (29) para o seu primeiro desafio no formato de mata-mata da Copa do Mundo. A Amarelinha enfrenta o Japão, às 14h (de Brasília), no Estádio de Houston, nos Estados Unidos, em duelo válido pelos 16 avos de final. O confronto direto vale uma cobiçada vaga nas oitavas da competição e coloca frente a frente o Brasil, líder do Grupo C, e a seleção asiática, que avançou como segunda colocada no Grupo F.
A equipe brasileira chega ao confronto em trajetória ascendente. Após uma estreia truncada e um empate por 1 a 1 contra o Marrocos, o time mostrou rápida evolução coletiva: enfileirou duas vitórias contundentes por 3 a 0 sobre Haiti e Escócia. A campanha de sete pontos e saldo de seis gols garantiu a liderança da chave para o Brasil pela 12ª edição consecutiva, um feito mantido desde o Mundial de 1982.
O poderio ofensivo tem sido a principal arma do técnico Carlo Ancelotti. A equipe conta com atuações inspiradas de Vini Jr. e Matheus Cunha, que já balançaram as redes quatro e três vezes no torneio, respectivamente, além do maestro do meio-campo Bruno Guimarães, líder em passes decisivos com três assistências.
Apesar do favoritismo histórico, o discurso interno é de cautela máxima. "A equipe está concentrada, motivada e preparada para tudo que pode acontecer no jogo de amanhã. Podem ser muitas coisas, como prorrogação e pênaltis. Estamos trabalhando todos os aspectos", declarou Ancelotti.
O desafio dos Samurais Azuis
O Japão chega invicto para tentar surpreender o mundo. Em sua oitava participação consecutiva em Copas — não ficam de fora desde a edição da França, em 1998 —, os Samurais Azuis empataram com gigantes europeus na fase de grupos (2 a 2 contra a Holanda e 1 a 1 diante da Suécia) e aplicaram uma goleada de 4 a 0 sobre a Tunísia. No retrospecto geral em Mundiais, os asiáticos acumulam 28 partidas, com oito vitórias e 32 gols marcados.
Retrospecto e alerta ligado
A história do confronto é amplamente favorável ao Brasil: em 14 jogos, são 11 vitórias canarinhos, dois empates e apenas uma derrota, com 37 gols marcados e oito sofridos. Neymar é o maior carrasco isolado do duelo, com nove gols anotados.
No entanto, a única derrota brasileira serve como um alerta fresco na memória do elenco atual. O revés ocorreu justamente no último encontro entre as duas seleções, em 14 de outubro de 2025. Na ocasião, em amistoso disputado em Tóquio, os donos da casa conseguiram uma vitória de virada por 3 a 2, superando os gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli.
Em Copas do Mundo, o histórico traz boas lembranças para os brasileiros. As equipes se encontraram apenas uma vez, na fase de grupos de 2006, na Alemanha. A Seleção Brasileira goleou por 4 a 1 em Dortmund, com gols de Ronaldo (dois), Juninho Pernambucano e Gilberto. Em torneios da FIFA, também protagonizaram três duelos pela extinta Copa das Confederações: empates em 2001 (0 a 0) e 2005 (2 a 2), e uma vitória tranquila do Brasil na abertura do torneio de 2013 (3 a 0), em Brasília.
Arbitragem de Brasil x Escócia
Árbitro: Maurizio Mariani (Itália)
Árbitro assistente 1: Daniele Bindoni (Itália)
Árbitro assistente 2: Alberto Tegoni (Itália)
Quarto árbitro: Sandro Schaerer (Suíça)
Árbitro assistente reserva: Stephane de Almeida (Suíça)
Fonte: CBF
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