Cuidar da audição resgata autonomia e qualidade de vida
Adaptação ao aparelho auditivo, com apoio especializado e vínculo de confiança, reconecta pessoas à convivência e à independência.
Ouvir bem é voltar a pertencer. Mais do que um recurso técnico para amplificar sons, a adaptação ao aparelho auditivo se torna uma ponte para o resgate da dignidade, do convívio e da autonomia.
Esse processo não depende apenas de tecnologia avançada, mas de um acompanhamento profissional especializado e contínuo, que orienta cada etapa e ajuda a enfrentar dúvidas, expectativas e inseguranças.
Vínculo de confiança na adaptação ao aparelho
À frente da Clínica Eufonia, em Vitória, a fonoaudióloga Rosana Rezende soma mais de 30 anos de profissão, sendo 25 dedicados à Audiologia. Para ela, o diferencial está em enxergar além da audiometria e entender o estilo de vida de cada paciente.
"Não existe um aparelho universalmente perfeito. Existe o mais adequado para cada pessoa e estilo de vida. O aparelho é um recurso de bem-estar e autonomia quando bem indicado"
Rosana reforça que o vínculo de confiança é o alicerce da adaptação. Reaprender a ouvir exige tempo, escuta atenta das queixas e ajustes finos, sempre integrando paciente, família e equipe técnica.
Histórias de autonomia em diferentes fases da vida
Esse cuidado reflete diretamente na rotina de Márcia Vasconcelos, de 92 anos. Usuária de prótese há 10 anos, ela mantém uma vida ativa, com hidroginástica, artesanato e participação em diferentes atividades.
Segundo Márcia, o aparelho se tornou parte da sua independência no dia a dia.
"Participo de todas as coisas da vida, da internet, viagens, passeios. Senão você fica isolada no mundo. Gosto muito do aparelho, uso sempre. No início não queria, mas vi que era muito importante"
A reinserção social também transformou a vida de Dilma Maria Moratti Precillo, de 61 anos, acompanhada por Rosana há 25 anos.
"Sem ele, eu estou dentro de um buraco. Tentei outros meios, mas não me adaptei. Desde o primeiro aparelho foi uma mudança radical. Algo que nunca tinha ouvido em casa era o barulho da geladeira. Sem ele estaria muda, me trancaria em casa"
Dilma destaca ainda como a conexão com o celular ampliou a participação nas conversas do dia a dia.
"Antes colocava no viva-voz e todos sabiam da notícia melhor que eu. Agora é 100% garantido"
Assistência personalizada para pacientes e famílias
A força dessa parceria se estende às famílias. Sandra Perim, mãe de Arthur Perim, de 13 anos, paciente da Eufonia desde os 7 anos, ressalta a importância da assistência personalizada e da presença constante do profissional.
"Você tem que acompanhar seu filho com exames e fazer uma boa aquisição. A Rosana criou um vínculo e assiste o Arthur de perto. Tudo o que ele precisa, temos assistência. Se não tivesse, dificultaria muito"
O acompanhamento começou quando Sandra percebeu que o filho estava mais desatento, o que acendeu o alerta para investigar a audição.
Para Rosana, acompanhar a adaptação e o progresso dos pacientes é essencial para garantir a qualidade de vida necessária para viver sem barreiras e manter a autonomia em diferentes contextos.
"Reaprender a ouvir é um caminho trilhado com empatia. Enquanto a tecnologia abre portas, o vínculo devolve a alegria de viver"
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