Cooperativas de saúde atendem 622 mil capixabas no Estado
Modelo cooperativista já responde por 44,5% dos beneficiários de planos no Espírito Santo, com foco em acolhimento, estrutura e equipe qualificada.
Referência internacional, as cooperativas de saúde se destacam por darem atenção integral à saúde humana. No Espírito Santo, o segmento está cada vez mais consolidado e ampliando a presença entre usuários de planos médicos e odontológicos.
Cooperativas já atendem 622 mil capixabas
Dados do Censo Cooperativista 2026 revelam que as cooperativas atendem 622 mil beneficiários de planos de saúde no Estado, o que equivale a 44,5% de participação nesse mercado. O avanço reforça a força do modelo no sistema de saúde suplementar capixaba.
O fato de muitos capixabas escolherem uma cooperativa para cuidar da saúde tem relação com a credibilidade que o modelo de negócio conquistou entre a população local. Eficiência no atendimento, cobertura territorial ampla e investimento em infraestrutura garantem uma experiência considerada satisfatória pelos usuários.
Em 2025, as cooperativas capixabas de saúde realizaram mais de 35,7 milhões de procedimentos. Entre os serviços prestados estão consultas médicas, cirurgias, exames e internações, com foco em cuidado contínuo.
Os atendimentos priorizam, sobretudo, o acolhimento e a promoção do bem-estar, pois no cooperativismo as pessoas são consideradas os ativos mais importantes. A distribuição estratégica dos pontos de atendimento também traz comodidade ao dia a dia dos clientes.
São 238 pontos de cooperativas distribuídos em 34 municípios do Espírito Santo, abrangendo todas as regiões do Estado. É uma solução viável para quem reside na Região Metropolitana e para quem mora fora do centro urbano.
Estrutura, tecnologia e foco no conforto
Tecnologias de ponta, instalações confortáveis e cuidado integrado estão entre os benefícios oferecidos pelas cooperativas. As unidades estão equipadas para garantir o conforto de todos os pacientes, de recém-nascidos a idosos, com ambientes adaptados.
O diferencial aparece até nos mínimos detalhes, como controle de iluminação para bebês, oficinas sobre prevenção de quedas, rodas de conversa para gestantes e Terapia Assistida por Animais (TAA). Esses recursos são desenhados para apoiar o cuidado preventivo e o bem-estar emocional.
Investimentos como esses são viáveis porque as cooperativas não priorizam o lucro, mas sim as necessidades do seu público. É o que destaca o presidente do Sistema OCB/ES, a organização que representa as cooperativas no Espírito Santo.
"Mais do que buscar resultados financeiros, as cooperativas trabalham para atender às necessidades de seus cooperados e dos seus clientes. É esse propósito que orienta os investimentos e as decisões." Pedro Scarpi Melhorim.
Qualificação é prioridade para crescer
As cooperativas de saúde se destacam por contar com uma equipe qualificada para atender seus clientes. Atualmente, mais de 7,4 mil profissionais da saúde capixabas são cooperados, o que representa um aumento de 14,6% em relação a 2024.
Os dados também mostram um alto nível de preparo. Mais da metade desses profissionais, 69,4%, possui pós-graduação, já que na maioria das cooperativas do ramo é preciso ter, no mínimo, curso superior completo para ser um cooperado.
A variedade de especializações evidencia a preocupação em olhar para a saúde das pessoas de forma mais profunda.
- anestesiologia
- cirurgia geral
- pediatria
- cardiologia
- urologia
- cirurgia torácica
- psiquiatria
Um dos profissionais é o próprio presidente do Sistema OCB/ES, Pedro Scarpi Melhorim, que também é médico cooperado da Unimed Sul Capixaba.
"Sou cooperativista desde 1996 e percebi, na prática, o quanto o cooperativismo transforma vidas, dos cooperados aos pacientes. Como prestadores de serviços, temos à disposição uma estrutura moderna e boas condições de trabalho. Em contrapartida, os clientes recebem um atendimento humanizado e eficiente. É uma relação de ganha-ganha"
Um dos diferenciais das cooperativas de saúde que atuam no Espírito Santo é que elas são formadas pelos próprios profissionais da área, que são os donos do negócio. Na prática, isso aproxima quem presta o serviço das decisões, seguindo os princípios do cooperativismo, com foco nas pessoas.
Impacto nacional do cooperativismo de saúde
As cooperativas de saúde estão presentes em mais de 90% do território nacional e atendem 27 milhões de brasileiros, segundo o novo Anuário do Cooperativismo Brasileiro, divulgado em julho. No país, o ramo reúne 304,3 mil cooperados e gera quase 162,3 mil empregos.
Em 2025, as cooperativas de saúde registraram R$ 130,6 bilhões em ingressos. Contudo, o sucesso dessas organizações não está atrelado apenas a indicadores tradicionais de lucro, mas à gestão de fatores de risco relacionados à eficiência operacional.
De acordo com um estudo inédito divulgado pelo Sistema OCB Nacional, essa característica faz com que o modelo cooperativo tenha um risco de insolvência menor se comparado a operadoras de saúde tradicionais. A média é de 4,8 pontos percentuais a menos.
Foram consideradas insolventes as operadoras com lucros operacionais menores que as despesas financeiras ou quando o patrimônio líquido foi negativo.
"Justamente por não focarem apenas em indicadores financeiros, as cooperativas de saúde tendem a ser mais resilientes. O sucesso do negócio está ancorado no compromisso com os cooperados, clientes e colaboradores." Carlos André Santos de Oliveira.
Números do cooperativismo de saúde no Espírito Santo
Os dados consolidados mostram a dimensão do cooperativismo de saúde no Espírito Santo:
- 20 cooperativas em operação no Estado
- 7,4 mil profissionais de saúde cooperados
- 6,3 mil colaboradores atuando no sistema
- 238 pontos de atendimento distribuídos em 34 municípios
- 35,7 milhões de procedimentos realizados em 2025
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