Boulevard Arbori inicia transformação urbana em Vila Velha
Boulevard Arbori e Parque Nari iniciam ciclo de transformação urbana, ambiental e econômica em área histórica de Vila Velha
O Boulevard Arbori – Residence e Resort representa o primeiro passo concreto de um projeto de transformação urbana pensado para um importante eixo da Grande Vitória. Desenvolvido pela Vaz Desenvolvimento Imobiliário em parceria com a Portocale, o empreendimento inaugura uma nova etapa para a região onde está sendo estruturado o Parque Nari, projeto de bairro planejado e inteligente em Vila Velha, atualmente em estudos e interlocução com os órgãos competentes.
Essa transformação se conecta à trajetória de Rodrigo Laranja, 46 anos, membro e líder do grupo Portocale, proprietário da área. Quando assumiu a condução do negócio familiar, encontrou um território marcado por passivos ambientais, ocupações irregulares e graves problemas de segurança.
A mudança envolveu reorganização patrimonial, investimento e uma relação contínua com o Poder Público. A área integra a antiga Fazenda Rio Marinho, preservada durante gerações pela família Laranja e cercada por referências históricas.
Documentos públicos registram que o imperador Pedro II teria observado a região a partir do Convento e sugerido seu desenvolvimento a Henrique Laranja, empreiteiro à época. Com o passar do tempo, entretanto, problemas ambientais e sociais limitaram sua integração ao crescimento de Vila Velha.
Boulevard Arbori como marco da nova etapa
O Boulevard Arbori é um marco histórico desse processo. Implantado em 583 mil metros quadrados, reúne paisagismo, infraestrutura, soluções de drenagem e recuperação ambiental.
O projeto maior do Parque Nari abrange cerca de 4 milhões de metros quadrados, em uma região conectada à Rodovia Leste-Oeste e aos principais centros econômicos da Grande Vitória.
No segmento empresarial, o grupo Samaúna, da família Perim, investe mais de R$ 200 milhões em centros de distribuição, e o grupo Buaiz também adquiriu uma grande gleba.
À frente desse processo, Rodrigo também conduziu a profissionalização da Portocale, estrutura que hoje reúne 20 sócios e seis empresas nos setores imobiliário e de investimentos.
Para ele, o principal significado do projeto está na transformação de um território que atravessou gerações da família e que começa a assumir uma nova função urbana, social e econômica não só para o município de Vila Velha, mas para toda a Grande Vitória.
Parque Nari: bairro inteligente e meio ambiente
Implantado sobre a Fazenda Rio Marinho, em uma área com cerca de 4 milhões de metros quadrados pertencente à holding Portocale, o Parque Nari está localizado às margens da Rodovia Cláudio Henrique Laranja, em um dos principais vetores de expansão da Grande Vitória.
O empreendimento se destaca pela preservação ambiental, pela requalificação urbana e se consolida como importante eixo econômico da região metropolitana.
Inteligência multidisciplinar e nova experiência urbana
O bairro planejado foi concebido com inteligência multidisciplinar integrada, reunindo urbanismo, mobilidade, drenagem, paisagismo, segurança e práticas alinhadas às diretrizes ESG. Entre os diferenciais estão ruas acalmadas, rede elétrica subterrânea, plano diretor paisagístico e infraestrutura desenhada para promover fluidez urbana e valorização sustentável ao longo do tempo.
Capacidade do parque e desenho do bairro
O Parque Nari tem capacidade para abrigar 5 mil lotes, entre loteamentos e condomínios, 4 mil apartamentos e 4 mil casas. A proposta é criar uma experiência urbana que una bem-estar, lazer e conexão com a natureza dentro de um bairro planejado concebido sob princípios do novo urbanismo.
O parque fará parte da estrutura central do projeto, integrando áreas abertas de convivência comunitária aos empreendimentos residenciais e promovendo uma dinâmica mais humana, ativa e conectada pelo verde.
Investimento e impacto econômico projetado
Com impacto econômico estimado em cerca de R$ 12 bilhões, o Parque Nari surge como um dos projetos urbanísticos mais ambiciosos em desenvolvimento no Estado, levando em consideração a responsabilidade socioambiental e inovação.
Perspectiva aérea do futuro bairro inteligente que está sendo implantado em Vila Velha ilustra a dimensão da iniciativa.
Trajetória de Rodrigo Laranja e governança da Portocale
Na entrevista, Rodrigo detalha a transição da área jurídica para a gestão do grupo. Ele conta que a mudança começou com o desafio de reorganizar um patrimônio familiar e construir uma perspectiva de futuro para a Fazenda Rio Marinho, que pertence à família desde 1885.
A formação jurídica foi uma base importante, mas a dimensão do projeto passou a exigir conhecimentos de desenvolvimento e gestão. Aos poucos, ele deixou de atuar apenas como advogado e passou a exercer papel de líder empresarial, desenvolvedor e advisor de investimentos.
Segundo Rodrigo, esse processo exigiu muita resiliência e capacidade de diálogo, sobretudo com o Poder Público. Ele afirma ter entendido que “o importante é fazer as coisas na ordem certa” e associa transformação e sustentabilidade à sua trajetória profissional.
Ao falar sobre a Portocale Urbanismo, Rodrigo explica que a empresa concentra seus investimentos no desenvolvimento do Parque Nari, possui iniciativas como o Condomínio Castle Hill, em Pedra Azul, desenvolvido com a Javé Construtora, e que os sócios têm buscado iniciativas próprias, destacando-se a incorporação imobiliária.
Ele destaca que o grupo segue um protocolo familiar baseado na governança própria, em processos contábeis sólidos e na disciplina na alocação de recursos, sem utilização de dinheiro público e sem alavancagem financeira. A preferência é crescer de forma consistente e compatível com a capacidade do grupo.
Horizonte de 40 anos e responsabilidade geracional
Sobre iniciar um projeto que será desenvolvido ao longo de 20 anos, Rodrigo define a experiência como um exercício de responsabilidade. Ele lembra que o grupo completa 20 anos à frente da gestão, período que marcou uma mudança de chave para a região.
Segundo ele, o ponto de partida foi um território subutilizado, marcado por passivos e desafios, até chegar ao Boulevard Arbori, primeiro passo concreto da transformação.
Rodrigo projeta que, daqui a 20 anos, mais importante do que a quantidade de metros quadrados construídos será olhar para a trajetória de 40 anos e perceber duas etapas de uma mesma transformação: os primeiros 20 anos dedicados a preparar e recuperar o território; os próximos 20 destinados a consolidar o Parque Nari como um novo eixo urbano, ambiental, econômico e social de Vila Velha.
"O importante é fazer as coisas na ordem certa"
"Em todas as nossas iniciativas, seguimos um rígido protocolo familiar"
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