Colégio Messina foca em educação emocional no ano letivo
Programação pedagógica trimestral orienta crianças e adolescentes a reconhecer sentimentos e lidar com frustrações em sala de aula.
A forma como crianças e adolescentes lidam com o que sentem dentro da sala de aula sempre fez parte da proposta pedagógica do Colégio Messina. Neste ano letivo, o tema ganha ainda mais destaque como um dos eixos condutores do projeto pedagógico da instituição.
A instituição parte da premissa de que o aprendizado vai muito além da cognição — envolvendo corpo, afeto e relações sociais. Por isso, estruturou sua proposta anual em torno da educação emocional, integrando o autoconhecimento às diretrizes curriculares da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamental I e II.
“Educar também significa criar condições para que crianças e adolescentes aprendam a conhecer a si mesmos, respeitar o outro, construir vínculos e encontrar diferentes linguagens para aquilo que sentem”
A frase resume a filosofia por trás do programa, defendida pela diretora Sheila Messina. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário atual da educação básica no Brasil.
Dados recentes do Ministério da Educação (MEC) e de pesquisas sobre saúde mental infantojuvenil apontam que o desenvolvimento socioemocional é determinante para o bem-estar dos estudantes, a melhoria do desempenho acadêmico e a redução da evasão escolar.
Projeto trimestral acompanha cada faixa etária
Idealizado com o apoio da consultora Luzanira Rodrigues de Carvalho, o projeto foi dividido em três etapas trimestrais progressivas. A divisão garante que cada faixa etária explore o tema de acordo com seu estágio de desenvolvimento cognitivo e motor.
O primeiro trimestre inaugurou o percurso com o tema “O Despertar dos Sentidos e Emoções”, apoiado pela campanha de acolhimento “Pare, Pense e Fale”.
O programa se adapta ao estágio de desenvolvimento de cada grupo:
- Educação Infantil: vivências lúdicas e sensoriais para fortalecer vínculos.
- Fundamental I: os alunos aprenderam a nomear sentimentos, estimulando a empatia.
- Fundamental II: o eixo direcionou-se ao autoconhecimento e ao respeito às diferenças interpessoais.
Na sequência, o segundo trimestre adotou o tema “Sentir o Corpo, Reconhecer as Emoções”, acompanhado pelo lema “Sentir, Agradecer e Devolver”. O corpo passou a ser encarado como um mapa das reações afetivas.
Com referências audiovisuais de grande apelo pedagógico — como os filmes Divertidamente e Divertidamente 2 —, os estudantes exploraram desde as emoções básicas até as mais complexas. A estratégia permitiu que crianças e jovens compreendessem que nenhuma emoção é indesejada, aprendendo técnicas de autorregulação e responsabilidade emocional diante das transformações físicas e psicológicas da idade.
Arte é a linguagem dos sentimentos
Para encerrar a programação anual do Colégio Messina, o terceiro e último trimestre chega com o mote “A Arte como Expressão das Emoções e Sentimentos”. Sob a campanha “A Arte é a Expressão do Sentir”, a instituição estimula os estudantes a canalizarem suas vivências internas por meio de diferentes linguagens:
- Música
- Dança
- Teatro
- Mímica
- Artes visuais
- Escultura
Como bem define o projeto: “A arte conecta o que sentimos ao que somos”.
Toda essa imersão culminará em um evento aberto à comunidade escolar: uma grande Mostra Cultural e Artística, marcada para o dia 23 de outubro, no Teatro de Vila Velha. O palco se transformará no ponto de encontro definitivo entre educação e sensibilidade, dando visibilidade ao protagonismo estudantil.
Mais do que uma exibição final, a mostra celebrará um ano inteiro de descobertas sobre a importância de dar voz e forma ao universo emocional.
Impacto direto no desempenho escolar
Diretrizes e estudos consolidados pelo MEC e por órgãos como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam que a escola deixa de ser apenas um espaço de transmissão de conteúdos cognitivos. Ela se torna um ambiente de proteção integral.
Levantamentos associados à Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em parceria com o IBGE, indicam índices alarmantes de isolamento e ansiedade entre os jovens. Esses fatores comprometem a capacidade de concentração, a frequência às aulas e a permanência na escola.
Em contrapartida, evidências educacionais demonstram que programas estruturados de inteligência emocional aumentam o engajamento dos estudantes. Eles também reduzem os índices de absenteísmo (ausência frequente e não justificada dos alunos às aulas) e combatem a evasão escolar.
Essa perspectiva já está ancorada nas normativas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece as competências socioemocionais como eixos transversais obrigatórios. A premissa central é que habilidades como autoconfiança, empatia, resiliência e autorregulação funcionem como pilares de sustentação para a aprendizagem.
Um estudante que aprende a reconhecer e administrar suas frustrações e tensões desenvolve maior perseverança diante de conteúdos complexos, como matemática e ciências. O equilíbrio emocional se transforma no combustível necessário para o sucesso acadêmico e para a construção de um projeto de vida consistente.
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