S.Y.M.A estreia na música com “Love Song”
A recém-lançada “Love Song” é muito mais do que a estreia de S.Y.M.A no mundo da música. Nascida Simara, a artista de 23 anos revela que sempre quis ser cantora, mas que escrever essa letra a aproximou, definitivamente, da arte.
“Foi a primeira vez que eu admiti para mim que sou, sim, compositora, acreditei no meu potencial, e entendi que não tenho como fugir disso, pois faz parte de quem eu sou”, salienta ao AT2.
A composição nasceu no sofá de sua antiga casa, numa noite em que o produtor da canção e também cantor Dan Abranches – que morava com ela na época – estava dedilhando seu violão.
“Cheguei com meu caderninho e falei pra gente fazer uma música. A letra se desenvolveu a partir de dois versinhos do meu caderno. Daí, a gente conversou sobre a história por trás daquele pequeno desabafo, e a magia começou a acontecer”, conta a artista carioca, que reside em Vitória há 3 anos.
A canção de R&B traz versos como “And baby please don't get me wrong though / Cause nobody's getting blamed no / It ain't always what we think so” (em português, “E baby, por favor, não me entenda errado / Pois ninguém está sendo culpado, não / As coisas apenas nem sempre são como a gente pensa”). No refrão, avisa: “Sorry it ain't a love song” (“Desculpe, não é uma canção de amor”).
“‘Love Song’ nunca poderia ser uma canção de amor, pois, no momento em que eu a escrevi, não era mais isso que eu sentia. É sim, sobre a superação de uma relação amorosa, e mais importante, de mim mesma”, revela.
S.Y.M.A - Cantora e compositora “Encontrei na língua estrangeira uma maneira de não expor tão diretamente os meus sentimentos”
AT2: Quando iniciou sua trajetória artística?
S.Y.M.A: A minha trajetória artística tem tantos anos quanto eu: 23. Aprendi a falar e a cantar ao mesmo tempo. O meu pai era cantor e andava sempre com o violão cantarolando, compondo e incentivando a gente a entrar no mundo dele. Aos 14 anos, comecei a cantar em bares com o meu irmão mais velho. Acho que, a partir daí, comecei a enxergar a música como uma profissão. Mas posso dizer que escolhi ser cantora, compositora e me apresentar ao mundo como tal quando compus “Love Song”.
Por que S.Y.M.A?
Eu criei esse nome artístico para pararem de me associar à dupla Simone e Simaria. (Risos) Nada contra, mas eu não aguentava mais as piadas, os trocadilhos. E aí, como os meus amigos já tinham o costume de me chamar de Sima, eu só fui adaptando até chegar em um nome que ainda não tinha no Spotify. Até cheguei a fazer uma enquete no Instagram e a galera me ajudou nessa decisão.
Seu primeiro lançamento é uma composição em inglês. Por quê?
Aprendi inglês muito nova e muitas das minhas referências musicais são norte-americanas, então essa língua sempre se fez presente nas minhas composições musicais e literárias. Além disso, eu encontrei na língua estrangeira uma maneira de não expor tão diretamente os meus sentimentos e acho isso bastante útil por vezes. Me sinto menos despida, menos julgada — até por mim mesma. Confesso que também acho as letras de música em inglês menos complexas — pelo menos as que eu escuto. Sinto mais dificuldade escrevendo em português.
Revelar em publicação no Instagram esse “medo” de expor seus sentimentos foi um aviso de que podem vir músicas em português por aí?
Claro! Posso dizer que, com certeza, o meu próximo lançamento será em português. Não pretendo me limitar a uma coisa só nem na língua, nem no estilo da minha música.
Como foi trabalhar com o Dan Abranches?
Trabalhar com o Dan é um aprendizado enorme. Tive o privilégio de morar com ele, acompanhar o passo a passo da produção (não só da minha música), e isso me ajudou muito a entender e a valorizar o trabalho da produção musical e do artista. Ele é um produtor que se envolve e procura a melhor forma de passar a mensagem que o artista pretende.
O meu trabalho com ele é sempre muito especial, porque, além de termos uma relação profissional, somos muito amigos. Acho que isso permite a gente alcançar coisas incríveis. “Love Song” é a primeira de muitas.
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