Retrato fiel e emotivo de Gabriel Bebici em novo disco
Álbum reúne 11 faixas que transitam entre MPB, groove e jazz, com temas como saudade, desejo e cotidiano
Os trabalhos lançados pelo Chorou Bebel e Zé Maholics até traziam boa parte de quem Gabriel Bebici é liricamente e sonoramente, mas nada se compara com “Pessoa Física”, 1º álbum solo do cantor, multi-instrumentista e ex-integrante desses projetos citados.
“Não era exatamente o propósito, mas esse disco acabou sendo a melhor representação do que eu sou.É a obra que melhor me descreveu até hoje”, garante ao AT2.
Durante as 11 faixas, que misturam MPB, groove e jazz, ele coloca para fora os incômodos do dia a dia. Os temas abordam sonhos, desejo, tédio, luto e o cotidiano visto de um jeito meio torto e brasileiro.
Composta e gravada em apenas 45 minutos, “Coisas Estranhas” captura o estado febril de quem confunde sonho e realidade, enquanto “Saudade” carrega o impacto da perda recente de seu pai. Apesar do tema, a canção não se sustenta na melancolia.
“Trata-se de uma perspectiva sobre a beleza de sentir falta e a aceitação do que não retorna”.
“Tocando no Escuro” é a atual música de trabalho. Repleta de mistério, a faixa fala sobre o contato com o desconhecido e a sensação de ser observado. “Ela foi inspirada em algumas dúzias de emoções misturadas e no limite que a existência dos outros impõe”.
Em breve, Bebici planeja lançar registro ao vivo do show de estreia do novo álbum. A gravação foi realizada na Casa Caipora, que acaba de encerrar as atividades. “Também estou trabalhando num proximo álbum. Já tenho mais de 20 composições selecionadas”.
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