Parceria de quatro décadas: entenda como começou a trajetória de Rick e Renner
Apesar da forte sintonia nos palcos por quatro décadas, artistas não tinham vínculo familiar
A confirmação do falecimento do cantor Geraldo Antônio de Carvalho, mais conhecido como Rick, aos 59 anos, em um acidente aéreo na Serra de Santa Catarina nesta terça-feira (22), gerou forte comoção entre os admiradores e resgatou a memória de uma das trajetórias mais conhecidas da música sertaneja. Com o impacto da notícia, uma dúvida recorrente voltou a ser levantada pelos fãs: os integrantes da dupla eram irmãos?
A resposta é negativa. Embora demonstrassem extrema sintonia em suas apresentações e mantivessem uma convivência próxima ao longo de 40 anos, Geraldo e Ivair dos Reis Gonçalves, o Renner, não possuíam grau de parentesco.
Natural de Porto Nacional (TO), onde nasceu em 5 de dezembro de 1966, Rick viveu no estado antes de se mudar para Brasília com a família, local onde iniciou suas primeiras interpretações ainda na infância. Renner, por sua vez, nasceu em Patos de Minas (MG) em 19 de novembro de 1971 e deu os primeiros passos na música cantando rock durante a juventude.
O começo da trajetória na noite de Brasília
Os caminhos dos dois instrumentistas se cruzaram no Distrito Federal durante os anos 1980. Antes do projeto consolidado como Rick & Renner, a dupla chegou a se apresentar no circuito de bares locais sob o nome artístico de Rick & Ray.
A consolidação no cenário musical ganhou força após cinco anos de atuações na noite brasiliense e a gravação de um disco independente. A grande virada ocorreu quando a dupla Zezé Di Camargo & Luciano assistiu ao show dos artistas e os indicou ao produtor Manoel Nenzinho Pinto, viabilizando a assinatura de contrato com a gravadora Continental.
A explosão nacional com "Ela É Demais"
A projeção em âmbito nacional veio em 1998, impulsionada pelo lançamento do hit "Ela É Demais". O trecho "uma deusa, uma louca, uma feiticeira" dominou as paradas das emissoras de rádio por cinco meses consecutivos, transformando-se no maior símbolo da carreira da dupla.
A partir desse marco, a parceria enfileirou sucessos como "Muleca", "Cara de Pau", "Filha", "Nos Bares da Cidade" e "Nóis Tropica, Mas Não Cai". Ao longo de sua história, os sertanejos superaram a marca de 10 milhões de cópias comercializadas.
Pausas, retornos e o trabalho mais recente
Ao longo de quatro décadas, o convívio entre os músicos passou por separações e retoma das atividades. O projeto foi interrompido em 2010 e novamente em 2015, períodos nos quais Rick cumpriu agenda solo utilizando a alcunha de Rick Sollo e dividiu palcos com outros nomes da música nacional, como o cantor Giovani.
A reunião definitiva foi oficializada em 2018, mantendo os artistas em constante ritmo de shows e gravações pelo país. De acordo com informações do portal da Band, a última música lançada pelo duo foi o single "O Caçador", disponibilizado em 2026 durante a turnê "Em Nome da Música".
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