Desafio para o leitor em romance tailandês
“A Minhoca Cega no Labirinto” tem uma linguagem sensorial, poética, que conduz por história de encontros e desencontros
Se você procura um livro que entrega tudo “mastigadinho”, talvez “A Minhoca Cega no Labirinto” não seja exatamente o seu tipo de leitura.
Mas se a ideia é entrar em uma história, esquecer um pouco onde está e sair do outro lado pensando na vida, pode preparar o café – ou uma boa taça de vinho – porque o passeio promete.
Escrito pela tailandesa Veeraporn Nitiprapha, duas vezes vencedora do prêmio SEA Write, o romance chega ao leitor em tradução direta do tailandês e aposta em uma narrativa bem sensorial.
A história começa com Chareeya, que chega ao mundo em meio a uma bela confusão familiar. Seu nascimento coincide com a descoberta da infidelidade do pai, e o que deveria ser um momento de celebração acaba marcado pelo abandono.
Ao lado da irmã, Chalika, ela cresce em uma casa onde os silêncios “falam” mais alto do que qualquer conversa. É nesse cenário que aparece Pran, um órfão que parece carregar uma placa invisível dizendo “problemas à vista”.
Entre encontros, desencontros e sentimentos que insistem em complicar tudo, os três acabam envolvidos em um triângulo amoroso.
A escrita de Nitiprapha é poética e cheia de imagens. O romance não segue uma linha reta; ele dá voltas, retorna às memórias e faz o leitor trabalhar um pouquinho.
Serviço
“A Minhoca Cega no Labirinto”
- Autor: Veeraporn Nitiprapha
- Tradutor: Nut Traiphoomi
- Editora: Record
- Páginas: 280
- Preço: R$ 73,16
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