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Grupo de cultura africana no Natal iluminado neste sábado

| 14/12/2019 13:09 h | Atualizado em 14/12/2019, 20:13

O grupo Ere Ijo, que têm na dança afro uma forma de expressar sua arte, também vai participar do evento neste sábado
O grupo Ere Ijo, que têm na dança afro uma forma de expressar sua arte, também vai participar do evento neste sábado |  Foto: Dayana Souza/ AT

Natal é tempo de confraternização e união. Um projeto de dança de Flexal I, em Cariacica, que vai se apresentar no palco do “Natal Iluminado”, neste sábado (14), vem justamente com a proposta de superar as diferenças e unir as pessoas.

O grupo Ere Ijo, coordenado pelo professor de Educação Física Rodrigo Barcelos, conta com 30 alunos, que têm na dança afro uma forma de expressar sua arte e resgatar a cultura negra, que muitas vezes é discriminada dos festejos tradicionais.

O professor contou que o grupo surgiu há três anos, durante uma aula de educação física, tomou corpo e funciona até hoje na Escola Estadual Ana Lopes Balestrero, em Cariacica.

“A primeira ideia do grupo é ensinar, fazer com que os alunos entendam o real motivo da dança, mostrar que é uma expressão corporal e que não é discurso religioso. Estamos preocupados com a preservação da cultura”, frisou.

Para o professor, os alunos estão conseguindo se encontrar no grupo e, por muitas vezes, resgatam a própria identidade.

“Os alunos conseguem entender que a dança é cultura, e não religião. Alunos de religiões de matrizes africanas, que passavam por preconceito, encontraram um lugar seguro na dança”, relatou.

Os estudantes, que são do 3º ano do ensino médio, ensaiaram na sexta-feira (13) em frente ao Palácio Anchieta, para garantir a perfeição em todos os detalhes da apresentação.

Um dos destaques da dança, a aluna Ingrid Nascimento da Silva, de 18 anos, afirmou que está ansiosa para hoje e feliz por fazer parte do movimento.

“Para mim, estar aqui é algo muito grandioso. Tenho muito orgulho do nosso grupo, das nossas raízes”, disse.

SAMBA
Além da dança afro, o samba vai fazer parte do Natal. Dois casais mirins de mestre-sala e porta-bandeira das escolas de samba da Grande Vitória vão se apresentar, sendo regidos pela bateria mirim da Imperatriz do Forte, que vai contar com 12 ritmistas.

Os pequenos vão ser representados por Louise Lobo, 11 anos, e Luís Felipe, 14, porta-bandeira e mestre-sala da Chegou o que Faltava. Yasmin Liz dos Reis, 9, e Luan Igor Gomes, 13, vão representar a Piedade.

Para Louise, o evento é muito esperado e ela precisou de bastante preparação para se apresentar. “Estamos ensaiando há três meses para fazer bonito amanhã (hoje)”.
 

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