Paixão, feitiço e terror em “Obsessão”
Longa sobrenatural acompanha romance que se transforma em obsessão mortal em trama estrelada por Michael Johnston e Inde Navarrette
Quem nunca se apaixonou perdidamente? Em “Obsessão”, essa sina é levada a outro nível. No filme, um jovem incapaz de confessar seus sentimentos descobre um feitiço e realiza seu maior desejo. O romance dos sonhos vira realidade, mas efeitos colaterais surgem com a mesma rapidez.
À medida que o amor de Nikki, personagem de Inde Navarrette, cresce exponencialmente, Bear, papel de Michael Johnston, passa a suspeitar que o preço será mortal. “Shakespeare escrevia tragédias. Elas são tão antigas quanto o tempo”, diz o diretor Curry Barker.
Em tela, tiques e violências atravessam a adoração de Nikki por Bear. O resultado, fora o sucesso em festivais que antecedeu o lançamento comercial, é uma divisão assustadora.
Ora ela suplica pelo fim da maldição, ora vigia o parceiro durante o sono e o impede de deixar a casa. O limite entre essas metades nem sempre é claro.
Do outro lado, o protagonista projeta a culpa sobre a cópia bizarra que criou da amada. Ele teme embaraços em festas e outros encontros - nem mesmo no trabalho ela desgruda do namorado - e começa a evitar todo tipo de contato.
Afinal, beijos apaixonados, noites ardentes e outras cenas de longas adolescentes ficaram para trás. Segundo Johnston, que participou da série “Teen Wolf”, as paixões e frustrações de Bear deram a ele seu papel mais complexo.
O ator cita a vocação de Barker para investigar jovens adultos com autenticidade, sob um olhar divertido e desconfortável. É uma assinatura que ele desenvolve desde 2021, quando criou com Cooper Tomlinson o canal “That's a Bad Idea”.
Na época, esquetes sobre fantasmas pervertidos, assassinos atrapalhados e brigas monumentais duravam pouco, mas logo aumentaram em complexidade.
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