Desafio para Moana de “carne e osso” nos cinemas
Remake chega dez anos após a animação, com visual caprichado e boa dupla principal, porém tropeça no ritmo e em números musicais excessivos
O live-action de “Moana”, a animação da Disney sobre uma jovem princesa polinésia que luta para salvar seu povo, chega aos cinemas dez anos após o original.
Seus produtores já sabem o que esperar: muita bilheteria e críticas sobre a falta de criatividade do estúdio, que insiste em reciclar materiais.
Assistir ao filme, com uma atriz desconhecida no papel principal e o onipresente Dwayne Johnson dando corpo ao semideus Maui, que ele dublou nos desenhos, confirma essas expectativas.
Não há como negar o esforço na nova produção, desenvolvida sob comando de Johnson. O resultado é um incrível nível técnico, com uma avalanche de belas cenas submarinas.
Há também uma boa química entre Johnson e a novata Catherine Laga'aya, que carregam o filme. Em boa parte do tempo, eles contracenam sozinhos.
Moana e Maui cruzam oceanos num barquinho para devolver uma pedra sagrada a uma deusa, no intuito de interromper a maldição que tem destruído a ilha onde o povo da garota vive.
Na jornada, enfrentam perigos variados que vão de um enorme monstro de lava até uma frota de navios de piratas que são bichinhos perigosos, cada um lembrando um coco.
As lutas sobre ondas garantem o entretenimento, mas é possível reclamar de muito. As cenas musicais são excessivas e dispensáveis.
Para piorar, tudo é contado de forma lenta, arrastada, talvez porque houvesse medo de que as crianças menores não entendessem o enredo.
Sem um ritmo constante, com sequências sonolentas, o “Moana” de carne e osso não deve ter a mesma adesão de um público que, dez anos antes, garantiu o sucesso do desenho. E quem é fã de animação e espera por mais criatividade da Disney vai continuar esperando.
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