Capixaba estreia filme sobre tragédia ambiental
Filme rodado no Norte e Sul do ES retrata a reconstrução de uma comunidade após desastre de barragem de lama
A migração forçada de uma comunidade após a barragem de lama tóxica é o ponto de partida de “Margeado”, primeiro longa-metragem do diretor e roteirista capixaba Diego Zon.
Após passar pela 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o filme estreia quinta-feira. No Espírito Santo, será exibido em Vitória (Cine Jardins), além de Patrimônio da Penha, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares e São Mateus.
Produzido pela De Repente o Rio, o longa foi gravado nas regiões Norte e Sul do Estado e acompanha os personagens que precisam reconstruir suas vidas diante das transformações provocadas pelo desastre.
Para Diego, exibir o filme em cidades do interior, muitas delas também banhadas pelo Rio Doce, amplia o diálogo proposto pela obra.
“Que 'Margeado' possa abrir um espaço de reflexão sobre os lugares onde vivemos e sobre nossa capacidade de criar vínculos, nos relacionar e encontrar caminhos diante das circunstâncias que constantemente nos impõem a recomeçar” comenta.
A obra aborda temas como memória, pertencimento e recomeço, tendo o rio como um dos principais elementos da narrativa, que também reflete sobre os vínculos construídos entre as pessoas e o território onde vivem.
Para isso, a história parte de uma vila pesqueira e, ao longo do filme, se desloca para comunidades da região montanhosa do Espírito Santo.
O filme é protagonizado por Danilo Andrade, e reúne ainda Antônio Pitanga, Verônica Gomes, Eliane Correia e Etien Khouri no elenco.
Esse é o primeiro longa-metragem de Diego Zon, que já teve curtas exibidos em festivais como Berlim, Havana, Festival do Rio e Cine Ceará.
O longa também marca o primeiro filme de ficção da produtora De Repente o Rio, sediada no Sul do Espírito Santo e voltada à valorização de narrativas e paisagens do interior capixaba.
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