Rodolfo Abrantes: “Minha fé não encontra obstáculo no nosso som”
Ex-vocalista da banda Raimundos, Rodolfo Abrantes fala sobre retomada de shows de rock com a formação original da Rodox após 22 anos
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O rock continua pesado, o figurino é basicamente de roupas pretas e o movimento no palco é intenso, com pulos e correria para todo lado.
Após 22 anos só ministrando dentro de igreja e fazendo um som acústico em carreira solo, Rodolfo está de volta aos palcos e ao rock com a banda Rodox, criada após sua conturbada saída do Raimundos, em 2001, e sua conversão à religião evangélica. Aliás, muito do que passou está no documentário “Andar na Pedra – A História do Raimundos, que estreou no último dia 19 no Globoplay.
Para muita gente, pode parecer estranho um evangélico tocar rock pesado. Para Rodolfo, não.
Em entrevista ao AT2, ele destacou: “O fato de eu ter a minha fé não encontra nenhum obstáculo no nosso som. Eu creio que aquilo que quero passar para as pessoas, com princípios e experiências, coisas que eu aprendi durante a vida, encontraram no tipo de som que a gente faz o veículo perfeito”.
Levando uma vida “normal”, como ele mesmo diz, com direito a passeios com seu pet e união em família, os planos do cantor agora são desfrutar, ao máximo, a turnê “Rodox Originals Tour 2026” – que chega ao Estado no próximo sábado (15), no Matrix Music Hall – e trabalhar em músicas novas para o 3º álbum da banda. “Vai ser muito incrível”, avisa.
Serviço
“Rodox Originals Tour 2026”
- O quê: Show do Rodox. Na mesma noite, Dead Fish, Banda Polyphone e Banda No Class.
- Quando: Sábado (15)
- Horário: Abertura dos portões às 19 horas e início às 20h.
- Onde: Matrix Music Hall. Rua Waldemar Siepierski, 2, Rio Branco, Cariacica.
- Classificação: 18 anos.
- Ingressos: A partir de R$ 100.
- Vendas: leveingresso.com/comprar/494/16-05-rodox-cariacica-es.
Rodolfo vocalista do rodox e ex-Raimundos
“Quando todo mundo quer, acontece”
AT2 — Quem teve a ideia de retornar aos palcos com o Rodox?
Rodolfo Abrantes — Mais do que a ideia de voltar com o Rodox foi o sonho, né? Cada um tinha o seu. Imagino também que, para cada um de nós, era um caminho muito difícil de acontecer, mas, cara, graças a Deus, aconteceu. Todo mundo queria. A iniciativa foi mais minha e do Fernando, porque, enquanto eu estava com a “Microfonia Tour”, que é a minha carreira solo, tocando algumas músicas do Rodox, o Fernando também estava tocando Rodox, a gente estava andando meio em paralelo. Quando percebi, depois de tocar com Fernandão, que a coisa estava muito boa, tinha uma energia muito boa, eu fiz umas ligações para o Patrick, para o Pedro, e todo mundo estava muito a fim. Quando todo mundo quer, a coisa acontece.
Por que ficaram tanto tempo separados?
Para essa pergunta, podem ter mil respostas. Mas, com esse tempo todo separado, eu vejo hoje que foi um período de maturação, de ser forjado, de aprender coisas novas, de entender o peso do que a gente está fazendo. A gente não estava pronto naquela época. A gente foi criando casca, entendimento e maturidade para desfrutar agora.
Como define o Rodox?
Rodox é uma banda que, aos meus olhos, é indefinida. Eu odeio rótulo. É uma banda de som pesado, de rock, e que tenta passar para as pessoas aquilo que está vivendo.
Você é evangélico. Rock combina com religiosidade ou uma coisa não impede a outra?
O Rodox passa uma mensagem que abrange todo tipo de gente, toca todo tipo de pessoa, independente se tem crença ou não. O fato de eu ter a minha fé não encontra nenhum obstáculo no som que a gente faz.
Como vai ser o repertório do show?
Como a gente só teve dois álbuns lançados, o público durante esses 22 anos só teve esse material para ouvir. É um negócio incrível, todas as músicas que a gente toca no show são cantadas de ponta a ponta, parecendo uma torcida de futebol. São músicas dos dois álbuns, uma ou outra ficou de fora porque não têm mais contexto. Agora estamos sonhando com álbuns novos.
Se pudesse dar conselho ao Rodolfo adolescente, qual seria?
Eu diria: ‘Ouça seu pai’.
E se pudesse escrever seu futuro?
Meu futuro seria uma folha em branco que eu entregaria nas mãos do meu criador e diria: ‘Por favor, deixa eu conhecer os teus planos para mim’.
Se o seu filho te dissesse que gostaria de cantar numa banda no estilo do Raimundos, o que você faria?
Eu diria para ele: ‘Faça o que está no seu coração, mas não se esqueça de que um dia você vai ter que prestar contas de tudo o que fez’.
Como é seu dia a dia hoje?
É a vida mais normal possível, isso é uma dádiva. Não interessa o tamanho do público que eu encontre no fim de semana, eu chego na segunda-feira e sou o marido da Alexandra, tenho minha família que amo muito.
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