Joelma: “Se não fosse Deus, eu não estaria aqui”
Em entrevista ao AT2, a paraense Joelma conta que chegou a pensar que morreria devido a sequelas de infecção
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Sucessos que marcaram a trajetória da paraense Joelma e instantes introspectivos e de conexão com Deus se misturam nos shows que a cantora de 51 anos tem feito pelo Brasil.
Para ela, essa é uma forma de ser grata depois de enfrentar os sintomas da Covid-19 por dez vezes. Em 2023, ela chegou a ficar internada em três situações para tratar as sequelas deixadas de infecções anteriores e chegou a pensar que morreria.
“Esse momento nasceu naturalmente. Depois de tudo que eu passei na minha vida, eu entendi que, se não fosse Deus, eu não estaria aqui. Então, eu não posso subir num palco e não agradecer. É necessário para mim. É ali que eu me fortaleço e que muita gente também se fortalece”, afirma ao AT2.
Inclusive, durante a gravação de DVD em Vitória que foi lançado em dezembro, a artista interpretou canção gospel de um morador do Espírito Santo: o músico Jeferson Pillar.
“O povo capixaba me abraçou de um jeito tão verdadeiro… A 4ª etapa do projeto 'Isso é Calypso Tour' foi um marco na minha vida. Foi emocionante, histórico! Sempre quis eternizar esse carinho em um projeto especial”.
No próximo sábado, a cantora volta a terras capixabas para comandar o “Festival CalypSoul”. Na ocasião, ela divide o palco com a filha Natália Sarraff, 35. O evento, que acontece no Matrix, em Cariacica, ainda recebe o baiano Silfarley.
“Tenho força no sangue!”
AT2 — O show que vai apresentar em Cariacica é diferente do repertório que mostrou na gravação da etapa capixaba do DVD “Isso É Calypso Tour”?
Joelma — Cada show é único! Mesmo quando tem músicas parecidas, a energia nunca é igual. Este show faz parte do “Festival Calypsoul”, é algo mais intenso, mais dinâmico.
É uma celebração do ritmo paraense em todas as suas formas, misturando o calypso, pop e swing paraense, com o público vivendo cada música comigo, do começo ao fim.
Os fãs podem esperar figurinos exclusivos?
Com certeza! Eu amo figurino, faz parte do espetáculo. Eu me entrego de corpo e alma no palco, então o look também precisa contar uma história. Cada cidade é especial, eu gosto de preparar algo diferente. É uma forma de respeito e carinho com o público.
Sua filha Natália Sarraff vai cantar com você no palco. Foi algo que sempre desejou?
Ver minha filha no palco é uma emoção que não dá para explicar. Ver a Natália brilhando, com personalidade e talento próprio, é um presente de Deus.
Outro convidado da noite é Silfarley. É um artista que você acompanha a trajetória?
Admiro muito o Silfarley, ele tem uma história linda na música. A seresta tem esse lado apaixonado, intenso, que conversa muito com o que sinto no palco.
Como se prepara fisicamente para arrasar nos palcos? Há também uma preparação espiritual?
Eu cuido muito da minha saúde hoje. Treino, tenho uma alimentação equilibrada… São horas dançando, cantando e pulando. Então, a preparação é total! Quando piso no palco, a energia do público faz tudo fluir.
Em 2025, completou 30 anos de carreira. Como avalia a fase atual? Pensa em parar?
Trinta anos… parece que foi ontem que tudo começou. Me sinto vivendo uma das melhores fases da minha carreira. Mais madura, mais forte, mais consciente. Aposentar? (Risos) Enquanto Deus me der saúde e o povo quiser Joelma no palco, eu vou estar lá!
Sente saudade de voltar ao estúdio para gravar músicas inéditas? Tem escrito novas composições?
Amo gravar música nova! Sempre estou ouvindo coisas novas, compondo e recebendo músicas. Revisitar o passado é lindo, mas também penso no futuro.
Em fevereiro, lancei nas plataformas “Estou Afim”, que foi apresentada ao público durante a gravação do DVD em Brasília. E, em 2025, lancei o EP “Celebrar”. Nele, junto com a Lidia Ronecy, compus “Amor Que Não Tem Fim”. Em breve, mais novidades!
Já falou sobre o desejo de ser advogada. Tem vontade de voltar a estudar?
Tenho muita vontade de estudar, sim. Nunca é tarde para aprender. Quem sabe um dia vocês não me veem de beca? (Risos)
Tirou férias durante o Carnaval. Como foi esse período de descanso?
Foi precioso. Eu precisava respirar, ficar com minha família. Às vezes, o silêncio também é necessário para a gente voltar mais forte.
Existe algo que te tira do sério?
(Risos) Olha, sou muito tranquila, mas a injustiça me tira do sério. Falta de respeito também. Posso ser doce, mas também sei ser firme. Sou paraense, né? Tenho força no sangue!
Serviço
“Festival CalypSoul”
- O quê: Shows de Joelma (PA) e Silfarley (BA).
- Quando: Sábado (14), às 21 horas
- Onde: No Matrix Music Hall, Rio Branco.
- Ingresso: A partir de R$ 65 (Arena Arrebenta/3º lote/meia).
- Venda: Site meubilhete.com.br.
- Classificação: 16 anos.
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