Dono da Choquei é preso em operação da Polícia Federal
Mesma operação prendeu os MCs Ryan e Poze do Rodo
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Raphael Sousa, criador da Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15) em uma operação da Polícia Federal que investiga uma suposta organização criminosa que movimentou R$ 1,6 bilhão. A mesma operação prendeu os MCs Ryan e Poze do Rodo.
QUEM É RAPHAEL SOUSA
O rapaz abandonou o curso de publicidade e propaganda para cuidar da página no Instagram. O perfil acabou virando um negócio, apesar de não ter sido criado com esse objetivo.
A página acumula mais de 27 milhões de seguidores. Ao longo dos últimos anos, segundo o próprio criador, a conta recebeu patrocínio de grandes marcas, a exemplo de Burger King, Budweiser e Zé Delivery.
Em 2014, quando criou o perfil, Raphael já conseguia vender publicidade para pequenas lojas e influenciadores digitais. Com o crescimento do projeto, no entanto, ele fez parte da Banca Digital, braço da Mynd — de onde saiu há cerca de quatro anos.
Os primeiros famosos a se aproximarem do influenciador goiano, segundo ele, foram Wesley Safadão, a então dupla Simone e Simaria e o influenciador digital Carlinhos Maia. "Eles apoiaram mandando mensagem, incentivando."
Com o passar do tempo, o alcance foi aumentando e comecei a ter contato com artistas, a fazer publicidade de clipes e vídeos, cobertura de eventos. Raphael Sousa, em entrevista ao UOL, em 2022
O rapaz administra um perfil que privilegia a publicação rápida e quase sempre descontextualizada, replicando conteúdos apurados por veículos tradicionais de imprensa. Tudo acompanhado de chamadas acompanhadas por palavras como "Urgente" e "Grave".
A página também não assume o compromisso de procurar o "outro lado" (apurar com as partes citadas se a informação é procedente). "A gente nunca produz o conteúdo. O que a gente posta é conteúdo replicado. Isso aí é papel para jornalista [buscar o outro lado]", disse Raphael no podcast Barbacast em 2023.
Ele atuou como influenciador pró-Lula durante as eleições de 2022. A página fez uma "cobertura" intensa da disputa presidencial. Segundo a revista Piauí, à época, a primeira-dama Janja se tornou uma fonte do fotógrafo durante as eleições.
MORTE DE JÉSSICA CANEDO
A morte de Jéssica Canedo, vítima de notícias falsas, foi a primeira grande polêmica da Choquei. A moça foi apontada como affair de Whindersson Nunes, e supostas capturas de conversas entre o humorista e a moça foram divulgadas por páginas de fofoca nas redes sociais, como a Choquei.
Jéssica cometeu suicídio. Antes de sua morte, Whindersson comentou em uma das postagens, dizendo que estavam usando a imagem do perfil dela de forma equivocada.
À época, a página Choquei disse não ter cometido nenhuma irregularidade. "Todas as publicações foram feitas com base em dados disponíveis no momento e em estrito cumprimento das atividades habituais decorrentes do exercício do direito à informação", diz a página, sem especificar quais são os critérios das "atividades habituais".
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