“Diagnóstico de TDAH me levou ao autoconhecimento”, revela Claudia Leitte ao AT2
Cantora comenta sobre a importância de ter descoberto transtorno e fala sobre seu show em Vila Velha
“O nome dela é: Pronta. Sobrenome: Tô dentro. Se o assunto é balada, ela não leva falta. Ela leva o talento”. Os versos de “Perigosinha”, composição de Claudia Leitte com Felipe Amorim, descrevem bem como é a própria cantora: cheia de energia para animar as multidões.
Por trás da artista que transforma palcos em grandes festas, porém, existe uma história que ganhou um novo capítulo após o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), depois dos 40 anos, durante a pandemia.
A descoberta ajudou a esclarecer características que a acompanhavam desde a infância, como o raciocínio acelerado e a dificuldade de concentração.
“O diagnóstico me ajudou a entender melhor algumas características minhas e a olhar para determinadas situações com mais clareza e acolhimento. Também me fez perceber a importância de conhecer o nosso próprio funcionamento e encontrar formas de organizar a rotina que façam sentido para cada pessoa. Foi um processo de autoconhecimento”, relata a artista ao AT2.
E é bom se preparar, porque Claudinha vai levar toda sua energia ao show “Dekolaê”, no palco do Café de la Musique, em Vila Velha, no dia 1º de novembro. Também se apresentam por lá Felipe Amorim, um dos nomes da nova geração do forró e do piseiro; Samba Junior, Luu11 e Juliano Couto.
ENTREVISTA
“Já vivi de tudo um pouco!” – Claudia Leitte, cantora
- AT2 - O Dekolaê promete começar o feriadão com muita energia. O que o público de Vila Velha pode esperar do seu show? Qual música não poderia faltar em uma festa que começa às 16 horas e vai até a noite?
Claudia Leitte - Vai ser um reencontro muito especial com o povo capixaba. Minha última vez no Estado foi no Sambão do Povo, em 2022, quando a gente arrastou uma multidão pela avenida. E é essa energia que eu quero levar para o nosso encontro no Dekolaê. Vou estar me apresentando no palco, mas a entrega é a mesma.
- Você já tem mais de duas décadas de carreira. Ainda sente aquele frio na barriga antes de subir ao palco?
Cada show é único, com uma energia diferente e uma nova conexão com o público. Existe aquele frio na barriga, mas é um frio bom, de expectativa e de animação para viver aquele encontro. Acho que isso também faz parte da magia de estar no palco.
- Você já fez o público dançar em muitos ritmos. Qual é a música que, quando começa, você sabe que ninguém vai ficar parado?
Tem várias! Mas acho que “Extravasa” tem uma energia muito especial. É uma música que atravessa as pessoas, desperta uma memória afetiva e faz todo mundo querer cantar e pular comigo.
- “Perigosinha”, de Felipe Amorim, faz parte da sua história. Como foi receber uma música dele para gravar?
“Perigosinha” é uma faixa que eu amo no meu repertório! É sempre uma energia incrível quando ela entra no show. O Felipe tem essa energia para cima também, então acho que ele chegou somando muito à música. E, agora, dividir essa mesma festa e diante do público capixaba deixa esse encontro ainda mais especial.
- Depois de tantos anos de carreira, o que ainda faz você pensar: “É por isso que eu amo estar no palco”? Qual é o segredo para manter a energia lá em cima durante um show depois de tantos anos de estrada?
É a conexão com o público. O palco é a minha casa, é onde tudo pulsa. Cada pessoa que está ali tem uma história, uma expectativa, e, quando a gente se encontra, aquela energia se transforma em uma coisa muito maior. É essa troca que me dá combustível para seguir.
- O piseiro ganhou espaço no pop e na música eletrônica. O que ainda dá para misturar nesse caldeirão musical?
A música brasileira é muito rica justamente porque permite essas misturas. O mais bonito é poder experimentar e descobrir o que pode nascer desses encontros. Eu gosto dessa liberdade de transitar por diferentes ritmos e encontrar novas possibilidades. Acho que esse caldeirão ainda tem muita coisa para surpreender a gente!
SERVIÇO
“Dekolaê”
O quê: Show de Claudia Leitte. No mesmo dia, Felipe Amorim, Samba Junior, Luu11 e Juliano Couto.
Quando: 1º de novembro, com abertura da casa às 16h.
Onde: Café de La Musique. Av. Estudante José Júlio de Souza, 310, Itaparica, Vila Velha.
Ing.: A partir de R$ 90 (pista/Deck/meia/5º lote).
Vendas: shotgun.live/en/events/dekolae.
Inf.: www.instagram.com/dekolaee.
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