Da vida simples e pobre à fama: veja a trajetória de alguns famosos
Vidas marcadas por dificuldades, sofrimento e trabalho árduo. Assim podem ser resumidas as trajetórias de muitos artistas que hoje desfrutam da fama, mas que já passaram por vários perrengues.
Whindersson Nunes, Zezé Di Camargo e Luciano e Gusttavo Lima fazem questão de lembrar a infância pobre em suas aparições. Mas, nessa lista de superação, há vários outros, como Thaila Ayala, Ivete Sangalo, Luiza Brunet, Klebber Toledo e Seu Jorge.
Thaila, 35, por exemplo, começou a carreira como modelo, mas o que a maioria não sabe é que sua infância foi bem difícil. “Vim de uma família muito humilde. A minha mãe foi empregada doméstica a vida toda. Depois, foi cozinheira e se aposentou por invalidez”, contou ela em rede social. Aos 13 anos, foi trabalhar de babá para ajudar a família. Hoje a atriz mora em Nova Iorque e está grávida de seu 1º filho, Francisco, com o ator Renato Góes, 34.
Para a Miss Brasil 2017, Monalysa Alcântara, 22, dificuldades e aprendizados não faltaram. “Acredito que na vida não existe virada, e sim o momento certo para colher o fruto do seu trabalho. Tive que aprender a me virar com 5 anos, quando perdi meu pai, meu porto seguro. Fui morar com meus avós: um agricultor e uma quebradeira de coco. Aos 14 anos, comecei a trabalhar com moda. O auge foi o título de Miss Brasil”, contou ao AT2.
Hoje primeira bailarina do Dance Theatre of Harlem, nos EUA, a carioca Ingrid Silva, 31, acaba de lançar sua biografia, “Ingrid Silva – A Sapatilha que Mudou Meu Mundo”. “Sou de Benfica, no Rio, e minha origem é supersimples. Minha mãe é do interior do Espírito Santo, tem 15 irmãos – eu só conheço os mais próximos. Ela plantava arroz e se mudou para a cidade em busca de uma vida melhor. Trabalhava como empregada doméstica”, disse ao AT2.
TRAJETÓRIA
Família humilde
“Vim de uma família muito humilde. A minha mãe foi empregada doméstica a vida toda. Depois, foi cozinheira e se aposentou por invalidez”, diz a atriz Thaila Ayala.
“Gata borralheira”
Quando o pai de Ivete Sangalo, 49, morreu, ela precisou ajudar a família. Para complementar a renda, sua mãe produzia marmitas e Ivete entregava, em Salvador. “Tive uma época de gata borralheira, quando eu entregava quentinhas. Passava dias cortando cebolas, chorando. Mas tudo mudou. Virei cantora”, conta Ivete, que tocou em barzinhos até entrar na Banda Eva.
“Fui morar na rua”
“Minha situação era muito ruim, não tinha o que comer. O lance de tocar não era pelo dinheiro, era porque tinha uma pizza no final (da apresentação no bar) que o Xande (de Pilares) dividia comigo. Esse cara é minha família desde que eu não tinha nada. Perdi um irmão em chacina e depois minha família desarticulou. Me arrumaram um lugar, mas meu dinheiro acabou e fui morar na rua”, lembra o músico e ator Seu Jorge, 51.
Fé e trabalho duro
Monalysa Alcântara, Miss Brasil 2017, perdeu o pai aos 5 anos e foi morar com os avós e primos. “Passei a dividir tudo com minhas primas. Aos 8 anos, comecei a sonhar em ser modelo, mas só aos 14 comecei a desfilar. Para me tornar Miss, me dediquei 100%, estudei muito, tive fé e trabalhei duro. Nem nos meus melhores sonhos esperava chegar onde estou”, disse ao AT2.
“Passei fome”
O ator Klebber Toledo, 35, saiu de casa com 15 anos para jogar vôlei em times de São Paulo. “Ganhava R$ 60 e uma bolsa no colégio para jogar. O clube pagava minha alimentação, mas cheguei a passar fome. Para pagar as próprias contas, trabalhava como garçom, monitor de festas e modelo. A guinada foi com papel de destaque na novela 'Morde & Assopra'”.
“Superações”
Filha de lavrador e de dona de casa no interior do Mato Grosso do Sul, Luiza Brunet, 59, trabalhou como babá, empacotadora, doméstica e vendedora de loja até se tornar modelo. “Passei por uma série de violações e superações. A minha maior superação foi quando fiz a denúncia do meu último relacionamento”, contou ela, que já relatou ter sofrido abusos na adolescência.
“Me deu força”
A bailarina Ingrid Silva, 31, estrela do balé de Nova Iorque, começou em um projeto social. “A dança conseguiu me motivar e a meu irmão. Nos fez crescer, não só como profissionais, mas como seres humanos. Ter saído de Benfica sem falar inglês, ter chorado mil vezes e ter ouvido minha mãe: 'Ingrid, vai dar tudo certo, continua seguindo', mexeu muito comigo, me deu força”
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