Ator de Dona Beja: “Meu personagem não desiste dos sonhos”
Nikolas Antunes, ator que dá vida a Clariovaldo em “Dona Beja”, exibida pela TV Tribuna/Band, fala sobre a trama de época
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“Como todo bom brasileiro, meu personagem não desiste, ele vai até o final para realizar os sonhos dele”.
A declaração é de Nikolas Antunes, ator que dá vida a Clariovaldo Pereira em “Dona Beja”, novela exibida na TV Tribuna/Band às quintas e sextas-feiras, às 23h15, e é estrelada por Grazi Massafera.
Nikolas dá vida a Clariovaldo Pereira, o Valdo, capataz fiel e figura central na engrenagem emocional da trama. Mais do que um simples coadjuvante, o capataz surge como um personagem de camadas, deslocamentos internos e escolhas que impactam ao longo dos 40 capítulos da novela.
“O Valdo é um sujeito simples, trabalhador, honesto, muito bem intencionado e fiel ao Antônio, melhor amigo com quem cresceu. É um capataz que toma conta da fazenda da família de Antônio. Porém, ele também cresce junto de Maria, irmã do melhor amigo, por quem desenvolve um amor platônico que se torna um problema urgente para Valdo”, contou o ator em entrevista para A Tribuna.
Nikolas Antunes é pernambucano e foi criado no Rio de Janeiro. O ator, que também é formado em Publicidade e Propaganda, iniciou a carreira artística como modelo, e ganhou fama em papéis de destaque em produções como “Liberdade Liberdade” (2016), “Espelho da Vida” (2018) e “Estranho Amor” (2024).
O ator conta que o pontapé inicial chegou em 2005, no Rio de Janeiro, quando um amigo o convenceu a fazer um curso de duas semanas de formação para atores.
“Ele me convenceu a participar enquanto bebíamos cerveja juntos. Ao final do curso, o dono não me deixou ir embora. Ele me convidou para estudar de graça, apostou em mim. Foi ali que tive a centelha inicial como ator, e onde tudo começou. Eu morava no Recreio dos Bandeirantes, e ia todo dia depois do trabalho até Botafogo para as aulas”, contou Nikolas.
Escrita por Daniel Berlinsky e António Barreira, “Dona Beja” é um remake da novela original, exibida em 1986, e tem como cenário Araxá, cidade do interior de Minas Gerais, e se passa no século 19.
A história faz uma viagem a 1815, onde Ana Jacinta (Grazi Massafera) - nome de batismo de Beja - mora com o avô na cidade mineira. Anos após ser sequestrada, ela retorna como uma senhora rica e funda um bordel como forma de conquistar ascensão social.
Nikolas Antunes ator
“A novela tem ritmo insano de gravação”
A Tribuna — Como é para você atuar em uma novela de época e que já é consagrada?
Nikolas Antunes — É muito interessante participar do remake de “Dona Beja”, porque, mesmo sabendo que a história já é conhecida pelo público, nós, como artistas, conseguimos somar à narrativa acrescentando nossa marca artística. E é muito legal ver que, mesmo sendo uma novela ambientada no século 19, ela traz questões atuais, e isso torna tudo mais vivo.
O que o público pode esperar de Clariovaldo nos próximos capítulos?
O Valdo vai precisar lidar com os sentimentos que guardava por Maria, e que vai se tornar uma coisa problemática na cabeça dele. Ele vai tentar se aproximar de Maria da forma mais honrada e honesta possível, vai fazer o que for possível para conquistar o que quer para a vida dele.
Em um mundo dominado por séries internacionais, quais os desafios para fazer novelas e mantê-las competitivas?
A novela tem um ritmo insano de gravação, não permite erro e nem adequação. Você grava 10, às vezes 15 cenas por dia, durante sete, oito meses. Em matéria de complexidade, o buraco é mais embaixo com novela. Para mantê-la atrativa, é necessário boa escrita, acabamentos de roteiro muito bem desenhados e claros e dinamicidade. O desafio é contar uma história simples, que precisa ser repetida para ser memorizada pelo público, e de forma interessante para não deixar pontas soltas. Esses são ingredientes essenciais, e difíceis, para sustentar a audiência e manter a história da novela.
Quais seus próximos planos?
Estou envolvido em projetos pessoais, bastante concentrado. Recebi recentemente um convite para atuar numa novela em Portugal, mas não pude aceitar devido a minha agenda. Na hora que aparecer um personagem bacana, paro tudo e mergulho de cabeça, porque sou um artista que se envolve com o personagem. Sou intenso, profundo, e quando entro no personagem, só volto quando a novela acaba.
O que os fãs de “Dona Beja” podem esperar da novela?
Reviravoltas e ganchos diferentes da novela original. Podem esperar conflitos e tramas extremamente atuais, com muita história interessante, muito bem adaptada, e trazendo temas atuais para debate, mesmo sendo uma novela que se passa no século 19.
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