Capixaba de 17 anos é promessa do rap nacional
Foi nas batalhas de rua da Grande Vitória que o capixaba Dudu descobriu o dom para fazer boas rimas, talento que o levou longe. Com apenas 17 anos, acaba de lançar o EP “Jordan Boyz Vol. 2”, seu primeiro lançamento pela Som Livre.
“A batalha é uma porta de entrada para pessoas que não escutam rap. E também acaba sendo uma ponte para quem já escuta conhecer jovens artistas que estão começando. Apresentando ou recitando, cada batalha de MCs é um espetáculo lotado de diversos talentos”, define, ao AT2, o rapper que começou no Projeto Boca a Boca.
Natural de Vitória, Dudu ainda mora na capital e lembra que cresceu escutando discos de camelô, com centenas de músicas e clipes de rappers que são considerados clássicos.
“Eu sempre amei música. Independente do gênero, eu sempre parei para escutar qualquer melodia que passasse por mim”.
Hoje, ele é um dos nomes promissores da nova geração do rap nacional. Seu canal no YouTube acumula mais de 24 milhões de visualizações. E ainda tem a participação no “Poesia Acústica #6 - Era Uma Vez”, parceria com artistas como Filipe Ret, MC Cabelinho e Xamã, que já passa dos 258 milhões de acessos na plataforma.
E, no início deste mês, ele lançou, com o rapper Leozin, o EP “Jordan Boyz Vol.2”. O projeto traz cinco músicas inéditas, incluindo o single “Tudo de Novo”, e segue fiel ao estilo trap de ambos os artistas, porém mais versátil, com inovações na abordagem e no amadurecimento nas mensagens.
“Sem eles, acho que teria desistido”
AT2 - Começou nas batalhas de rua. Quais artistas te influenciavam?
Dudu - Acho que a principal influência, no geral, foi o Darua. Sem ele, acho que eu nunca teria olhado para o rap como algo meu, sempre vi isso muito distante. Mas agradeço também a todos os meus irmãos do selo Fábrica Suicida. Sem eles, acho que teria desistido de seguir meu caminho além das batalhas.
Acaba de dar um grande passo na carreira, assinando com a Som Livre. Imaginou que seria um artista reconhecido nacionalmente e que trabalharia com uma grande gravadora?
Definitivamente, não. A oportunidade surgiu após os lançamentos solos no meu canal e da música “Monstro”. Foi uma negociação que durou alguns meses entre a Som Livre e o meu produtor.
Acredito que eu possa alcançar mais números e mais público com eles, afinal é uma das maiores gravadoras do Brasil.
Continua tendo a mesma liberdade artística?
Sim, só preciso ser mais fiel a prazos e questões burocráticas de documentação. Mas, como artista, ainda escrevo e produzo o que quero.
Qual é o próximo passo agora?
A ideia é continuar trabalhando, gravando, lançando músicas e projetos. Tudo complementado com essa parceria com a Som Livre, que vai me fazer ter uma estrutura maior para o que eu já vinha fazendo.
O que tem a dizer aos jovens que querem seguir no rap?
Desejo todo apoio e espero que todo mundo que sonha em seguir no “corre” um dia alcance a vitória!
Carrega o Espírito Santo em sua música?
Seja em rimas ou em qualquer outra forma, eu nunca deixei de falar da minha cidade, do meu Estado e da minha casa. E jamais deixarei. 027 até o “osso”!
Como foi a produção de “Jordan Boyz Vol. 2”?
Foi bem próxima do Volume 1, a diferença é que tivemos o suporte da Som Livre, o que facilita em alguns pontos, mas também exige um pouco mais de seriedade. Eu e o Leozin já somos amigos há bastante tempo, inclusive foi ele quem me fez lançar a primeira música no meu canal.
Um de seus grandes feitos foi integrar o “Poesia Acústica #6 - Era Uma Vez”. Como foi?
Recebi o convite do Paulo Alvarez, criador do projeto, após ter feito alguns trabalhos com a gravadora Pineapple, e até hoje só agradeço a todo mundo que faz parte desse “trampo” irado!
Comentários