Alessandra Negrini: “Estou em momento de força e equilíbrio”
Momentos desafiadores podem exigir calma, força, fé e mudanças. Não há dúvidas de que essa é uma época de desafios. E Alessandra Negrini abraça as mudanças. Na vida pessoal, na série “Cidade Invisível” ou no espetáculo “A Árvore”, se abre para uma verdadeira metamorfose.
“Estou vivendo um momento muito bom da minha vida, de força e equilíbrio. Estou fazendo mais sentido pra mim mesma e isso é muito interessante”, conta ao AT2.
São muitas as mudanças na atriz, hoje com 50 anos, que ficou conhecida como a Engraçadinha de Nelson Rodrigues, seu primeiro papel na televisão. Em meio à pandemia, ela se voltou para a meditação, a natureza e produziu seu primeiro espetáculo.
A peça “A Árvore” estará em cartaz na 1ª Mostra de Teatro OnLine APTI no sábado (22) e no domingo (23), no site apti.org.br/mostra-de-teatro. No monólogo poético, a paulista vive uma mulher que sofreu uma perda e, um dia, fica presa pelo cabelo a uma planta. A partir daí, ela se reconecta consigo mesma e com a natureza e se transforma na árvore.
A natureza também está na série da Netflix “Cidade Invísível”, onde a bela vive a Cuca. Sim! Nada de metade jacaré metade humana. A Cuca aqui é uma bruxa protetora da natureza que se transforma em borboletas.
Nas redes sociais, os fãs pedem para a Cuca pegá-los. “Beleza! Estou chegando! O colchão é macio? Tá aconchegante aí? Cuca gosta de passar bem”, respondeu ela a um seguidor, entrando na brincadeira.
Alessandra Negrini - Atriz “A pandemia nos ensinou a sermos mais tolerantes”
AT2: Uma produção da Netflix assinada por Carlos Saldanha sobre o folclore brasileiro e meio ambiente. Tudo isso contou na hora de dizer “sim” à série “Cidade Invisível”? Como foi o convite?
Alessandra Negrini: Claro! Saldanha é maravilhoso, já dava pra sentir que o projeto seria muito legal. Eu fiquei bem feliz com o processo todo. Do primeiro encontro até hoje. Parceria. Ele é muito acessível e querido.
A série é sensacional e o elenco tem um peso incrível nesse resultado. Como foi o clima no set de gravações e trabalhar com esse elenco?
Todo mundo empenhado em fazer alguma coisa bacana, todo mundo unido para contar essa história e dando muito valor ao trabalho. Falar de cultura brasileira para mais de 190 países é um negócio que deixa as pessoas felizes, engajadas.
A pandemia ainda não acabou, mas há esperança. Acredita que os projetos artísticos têm sido importantes para manter essa esperança viva?
Sim! A arte é fundamental para a sobrevivência. Se todo mundo já está pirando, imagine se não houvesse filme, séries, música?
Como tem sido o isolamento social para você?
Não foi ruim. Na verdade, foi de muito aprendizado, muito pensamento, comecei a meditar, criei coisas. Realizei um projeto inteiro, minha primeira produção audiovisual, onde eu também atuo. O texto é da Silvia Gomez e direção de Ester Laccava e João Wainer. Um híbrido de teatro e cinema! “A Árvore” estreou dia 26 pelo Teatro da Faap, online, e está lindo! Tenho muito orgulho disso. Convido vocês a assistirem.
São mais de 25 anos sendo uma figura pública, famosa, reconhecida pelo público. Como é isso para você? Sempre levou numa boa?
Sim, super. A gente acostuma. Tem coisas boas e ruins, como na vida de qualquer pessoa.
Em suas redes sociais, você é bastante elogiada. Como é isso? Você se envaidece?
Claro! A gente fica feliz, né?!
Fez 50 anos durante a pandemia, são mais de 25 anos de carreira. Em momentos assim, rola alguma crise?
Estou vivendo um momento muito bom da minha vida, de força e equilíbrio. Estou fazendo mais sentido pra mim mesma e isso é muito interessante.
Já entrevistei Antônio e ele disse que você é uma pessoa 100% aberta a tudo, qualquer assunto. Sua relação com os filhos é baseada no diálogo?
O importante é se relacionar, o resto não importa. Eles já são grandes. Autoridade, não tenho mais. Às vezes, não dá pra dialogar, mas dá pra dançar, ouvir música, cantar, comentar o programa, rir... Qualquer coisa que seja troca, eu já considero bom.
O que sente quando o vê hoje? Dá um orgulho danado?
Sim, ele é muito talentoso.
É uma das musas do Carnaval e, claro, a festa não aconteceu este ano. Como viu isso?
A prioridade era se preservar. Já esperamos tanto, vamos esperar mais um pouco. A pandemia nos ensinou a lidar melhor com as frustrações, a sermos mais tolerantes e resilientes. O Carnaval vai ser lindo quando der pra ser, quando todo mundo estiver vacinado. Até lá, a gente vai ouvindo nosso sambinha em casa e agradecendo a vida, que, apesar de tudo, é maravilhosa!
Serviço:
“A Árvore”
O quê: Com Alessandra Negrini, o espetáculo traz A., que enfrenta um estranho e inexplicável processo ao ver seu corpo se transformar em algo que desconhece.
Quando: Disponível sábado (22) e domingo (23)
Quanto: R$ 25,00 (1/4 de cesta básica)
Onde: Site apti.org.br/mostra-de-teatro
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