“Meu maior show tinha que ser no Espírito Santo”, diz Renato Albani
Ao Estúdio Tribuna Online, o comediante falou sobre a gravação do audiovisual de humor, que será realizada no sábado (6)
O comediante capixaba Renato Albani vai viver neste sábado (6) o que ele definiu como “o maior show de sua vida”. A apresentação, marcada para o Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, terá estrutura de gravação de um especial destinado ao streaming e aposta em uma plateia de até 20 mil pessoas — uma dimensão ainda rara para o stand-up no Brasil, especialmente fora do eixo Rio-São Paulo.
Em entrevista ao Estúdio Tribuna Online, Renato Albani contou que a decisão de gravar no Espírito Santo veio após conversas com a equipe, que cogitava um evento para um público acima de 12 mil pessoas.
Segundo ele, a intenção era fazer algo inédito em escala e cenário: levar a gravação de um especial para um estádio. “Se for para fazer em estádio e se for para ser histórico, temos que fazer no Espírito Santo”, disse.
Formado em Engenharia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Albani disse que deixou a área ao perceber que queria viver de comédia e comunicação.
E vai ser no Espírito Santo que ele vai contar “um set de piadas exclusivas” sobre o Estado e os capixabas. “Eu vou falar de coisas do Espírito Santo nesse show, logo no começo, antes do show, e isso vai para o universo”, afirmou.
A Tribuna — Você está se preparando para gravar um especial no Kleber Andrade para 20 mil pessoas. De onde veio essa ideia?
Renato Albani — Olha que ideia, né? Que loucura isso aí. Essa ideia foi minha. A gente lançou um especial no Prime Video em 2023 e lançou um novo no dia 31 de maio. Para este, queríamos fazer algo grande porque também será lançado para streaming. Aí pensamos: ‘Cara, vai ter que ser em um estádio, porque nunca foi gravado para streaming em um estádio’. E ficou a dúvida: será que vai ter gente para ir? Porque é muita gente.
A gravação poderia ser em São Paulo, mas você decidiu trazer para o Espírito Santo. Por quê?
A equipe falou: ‘Vamos escolher qual estádio fazer em São Paulo’. Eu disse: ‘Não. Se for para fazer em estádio e ser histórico, tem que ser no Espírito Santo’. Eles acharam que seria mais difícil, porque aqui tem menos gente, mas eu falei: ‘Cara, a gente se vira. Vamos fazer o povo ir, vamos ver se colocamos 20 mil pessoas lá dentro do Kleber Andrade’. E como isso vai para o mundo todo, essa era a ideia. Por isso que eu preciso da presença do público lá no meu show (risos).
O que o público pode esperar deste show?
Vou falar de coisas do Espírito Santo logo no começo, antes do show, e isso vai para o universo. Eu sempre falo que sou daqui. Agora vai estar gravado num especial mesmo, com algumas piadas sobre aqui. Isso vai ser legal. Vai ter uma série de piadas que só nós que somos daqui vamos entender, sobre o nosso linguajar e nossas regiões.
Vai ser o maior show da sua vida?
Vai ser o maior show da minha vida. Para 20 mil pessoas. O máximo foi 12 mil. Nunca fiz show para tanta gente e nem sei se vou fazer de novo. Então vai ser o maior show da minha vida.
O que as pessoas veem nas redes sociais são cortes de 10, 15 minutos de show, da interação com o público. Depois é uma hora de show roteirizado, que vem sendo testado há mais de um ano. Vou fazer este show uma vez, no dia 6 de junho no Kleber Andrade, vou fazer uma vez no dia 7, em São Paulo, depois eu nunca mais faço este show na minha vida.
Daí ele vai para edição até ser lançado no streaming. É assim que funciona.
Você sempre faz ‘propaganda’ do Espírito Santo nas redes sociais e no seu show. Como os capixabas reagem quando te encontram?
Quando eu falo muito bem, eles dizem: ‘Cara, para de divulgar. Vai começar a aparecer muita gente por aqui’. Quando eu faço piada, vocês nem acham ruim — a gente gosta. É uma contradição, né? A gente diz que tem que divulgar porque o Espírito Santo é um dos estados mais bonitos do Brasil, mas aí o pessoal: ‘Não, não, não. Melhor não’. Eu falo, deixa a galera de fora vir e conhecer o nosso Estado. Só não fica muito tempo, porque a gente não gosta de receber visita (risos).
Você chegou a comparar a Região Serrana com lugares da Itália e isso viralizou…
Foi na lua de mel. Eu estava em lugares incríveis na Itália, Sicília… e falei: ‘Cara, Santa Teresa é mais legal’. Santa Teresa, Pedra Azul, Domingos Martins… eu acho mais bonito. Isso explodiu.
Quem te acompanha nas redes vê uma rotina puxada: shows, gravações, livro… Você pensa em desacelerar?
Muita coisa, cara. Eu sou muito doido. Tenho que dar uma parada, uma acalmada. Vou fazer igual àqueles caras que somem por dois anos. Vou gravar este especial e sumir por dois anos. Ninguém me acha. Apagar a rede social… depois eu volto: ‘Voltei, galera’. Minha cabeça é uma loucura. Mas é porque eu não consigo ficar parado, é muita ideia.
Lá no começo, você se imaginava chegando nesse nível, fazendo show grande e voltando para gravar em estádio?
No começo é impossível imaginar. Eu fui para São Paulo para sobreviver de comédia, e já estava bom assim. Eu me formei em engenharia aqui na Ufes, mas odiava fazer engenharia. Eu dava aula, gostava de comunicar. Quando decidi ir para São Paulo, pensei: ‘Se eu conseguir pagar minhas contas e viver legal, já é incrível’. Só que as coisas tomaram uma proporção muito grande. Quando ficou grande de fato, eu disse: ‘Agora vou ver até onde dá para ir’.
E neste especial você vai abordar que a ignorância é uma dádiva...
Exatamente. O burro sofre menos que o inteligente. É uma questão lógica: se você não sabe o que está acontecendo, você não sofre. A ignorância é uma dádiva. Por isso que eu digo que a mulher sofre muito mais do que o homem, porque mulher é mais inteligente, presta mais a atenção. Nós somos mais bobões.
Saiba Mais
“A ignorância é uma dádiva”
- O quê: Gravação de audiovisual do comediante capixaba Renato Albani.
- Data: Sábado (6), às 19 horas.
- Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica.
- Ingressos: A partir de R$ 130 (meia) + taxa na cadeira do Setor Ouro ou a partir de R$ 35 + taxa nas Arquibancadas.
- Venda: https://ingressodigital.com/evento/20152/renato-albani-%7C-a-ignorancia-e-uma-dadiva
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