Exposição no Cais das Artes vira atração no feriadão
Mostra “Amazônia”, com mais de 200 fotos de Sebastião Salgado, é uma opção para o lazer em família. A entrada é gratuita
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O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória, traz a exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, gratuita e sem necessidade de ingresso, e torna-se atração durante o feriado de Páscoa deste ano. A mostra fica aberta durante três meses.
A exposição traz mais de 200 obras do fotógrafo no Museu do Cais das Artes, inaugurado em cerimônia que contou com a presença de autoridades e apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses).
A mostra fotográfica, que já teve mais de 2,5 milhões de visitantes em 20 cidades ao redor do mundo, incluindo Paris, Roma, Londres, Rio de Janeiro e Belém, fica aberta de quinta a domingo, das 10h às 18h, sendo a entrada encerrada às 17h30. A lotação do museu é de 80 pessoas.
A inauguração de mais um espaço cultural conecta o Estado com exposições internacionais, declarou o agora ex-governador Renato Casagrande, presente no evento.
“Estamos realizando esse sonho da população capixaba, que é ter mais um equipamento de cultura que conecta o Espírito Santo com eventos e exposições nacionais e internacionais. Isso possibilita colocar o Estado no roteiro de grandes eventos culturais”, declarou.
Trazer a obra de Sebastião Salgado para a inauguração do Museu do Cais das Artes foi uma forma de homenagear o trabalho do fotógrafo, destacou o agora governador Ricardo Ferraço.
“Pela trajetória dele, e por tudo que representou, Sebastião Salgado é uma referência para todos nós brasileiros. E ter a exposição dele na nossa querida Vitória é uma homenagem para tudo o que ele fez”.
Em breve, o Cais das Artes ganhará novas exposições e inaugurações, afirmou Fabricio Noronha, secretário de Estado da Cultura.
“A exposição 'Amazônia' é uma experiência imersiva, e em breve teremos novas exposições. O Teatro do Cais está previsto para o último trimestre do ano. Ao longo de 2026, também vamos ativar a cafeteria, a biblioteca, e outros espaços expositivos”, afirmou.
Rodrigo Rossi, diretor e chefe de representação da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) no Brasil, instituição que realiza a exposição em cooperação com o governo do Estado, pontuou a dimensão do Cais das Artes.
“São 30 mil metros de área, o que dá cinco quadras de futebol da Fifa. São 200 toneladas de estrutura metálica, o que daria cinco aviões Boeing-747. Esses números mostram a dimensão e a relevância do Cais das Artes, que é um instrumento cultural importante e que queremos valorizar”, pontuou.
“Amazônia é sagrada”, diz viúva
Presente na inauguração do Museu do Cais das Artes, Lélia Salgado, curadora da exposição “Amazônia” e viúva de Sebastião Salgado, falou sobre importância da floresta para o equilíbrio global.
“A Amazônia é sagrada. A floresta é tão importante, porque eleva muito a umidade do planeta, e isso é muito importante para o equilíbrio ambiental do mundo. Nós precisamos proteger essa floresta tão linda e diversa, que é um bioma maravilhoso”, falou.
A curadora, que também é arquiteta, designer, escritora e produtora, explicou que a exposição traz uma nova perspectiva sobre a Floresta Amazônica.
“As fotografias comuns da floresta são todas planas. Para a exposição, nós fizemos fotografias de helicóptero, então é possível ver as montanhas e as chuvas caindo na floresta. Além disso, disponibilizamos muitos textos, com muita informação junto das fotografias. O público vai conhecer de verdade a Floresta Amazônica com a nossa exposição”, explicou.
A mostra fotográfica conta com trilha sonora original, assinada pelo músico francês Jean-Michel Jarre.
Lélia também revelou que se emocionou enquanto preparava a exposição, e continua se emocionando com o resultado de sete anos de pesquisas e expedições junto do falecido marido.
“Eu me emocionei enquanto preparava as fotografias, e continuo me emocionando a todo o tempo. Foi um trabalho muito difícil de fazer a curadoria. Foram sete anos de trabalho com ele, com muita união e conversa. Mas no final das contas, o que interessa é como a gente mostra a história, o caminho que nós trilhamos a respeito do tema exposto e que, nesse caso, deu origem à exposição 'Amazônia'”, revelou.
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