“Amazônia” Primeira grande exposição do Cais das Artes recebe 54 mil visitantes
Mostra de Sebastião Salgado encerra temporada e deixa legado para a cultura e o turismo do Espírito Santo
Milhares de pessoas subiram a rampa do recém-inaugurado Cais das Artes movidas pela curiosidade de conhecer uma das exposições mais importantes da fotografia contemporânea.
Entre fotografias monumentais, vídeos, sons e a atmosfera cuidadosamente concebida para transportar o visitante ao coração da maior floresta tropical do planeta, a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, encerrou sua temporada no Espírito Santo no domingo (5), após receber 54 mil visitantes desde sua abertura, em abril.
Primeira exposição realizada no Cais das Artes, localizado na Enseada do Suá, em Vitória, a mostra marcou o início da programação do mais novo equipamento cultural do Estado, tornando-se palco para receber grandes produções de relevância nacional e internacional.
Mais do que apresentar ao público uma das obras mais emblemáticas da fotografia contemporânea, “Amazônia” inaugurou um novo capítulo para a cultura capixaba e fortaleceu o potencial do Espírito Santo como destino para grandes experiências culturais.
A abertura da exposição contou com a presença da curadora Lélia Wanick Salgado, companheira de vida e de trabalho de Sebastião Salgado e responsável pela concepção de grande parte dos projetos desenvolvidos pelo fotógrafo ao longo de décadas. Sua participação deu ainda mais significado à chegada da mostra ao Espírito Santo, Estado que faz parte da trajetória pessoal do artista e onde construiu importantes vínculos afetivos.
Ao longo da temporada, estudantes, famílias, turistas e visitantes de diferentes regiões do Brasil percorreram as galerias do Cais das Artes para vivenciar uma experiência sensorial que ultrapassou a contemplação das imagens. Os números da visitação revelam o alcance da exposição para além da Grande Vitória.
Durante a temporada, o Cais das Artes recebeu visitantes de dezenas de municípios capixabas e de diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Sergipe, Alagoas, Ceará e Distrito Federal.
Dessa forma, além do impacto cultural, “Amazônia” também contribuiu para fortalecer o potencial turístico do Espírito Santo. Localizado em um dos cenários mais privilegiados da capital capixaba, entre a Baía de Vitória e o Convento da Penha, o Cais das Artes passou a integrar o roteiro de visitantes interessados em experiências culturais de excelência. A exposição ampliou o fluxo de turistas ao equipamento e reafirmou a vocação do espaço como um novo cartão-postal da cidade, onde arquitetura, arte e paisagem se encontram.
“Amazônia transformou o Cais das Artes em um espaço de encontro, descoberta e reflexão. Milhares de pessoas puderam vivenciar uma experiência artística que dialoga com questões essenciais do nosso tempo, como a preservação ambiental, a diversidade cultural e o respeito aos povos originários. Esse é o legado mais importante da exposição: mostrar que a cultura tem o poder de aproximar pessoas e transformar territórios. Para a OEI, é uma honra contribuir para que o Cais das Artes, obra emblemática de Paulo Mendes da Rocha, consolide-se como motivo de orgulho para o povo capixaba e como referência em cultura para todo o País”, afirmou Rodrigo Rossi, diretor da OEI no Brasil.
“Amazônia” conta com o patrocínio global da Zurich Insurance Group, que desde 2020 apoia exclusivamente o projeto de reflorestamento e biodiversidade do Instituto Terra. Em Vitória, foi realizada pelo Cais das Artes, sob gestão da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), em cooperação com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult). A organização é da Maré Produções, responsável pela produção executiva da exposição no Espírito Santo.
Legado
- Público total: Mais de 54 mil visitantes.
- Duração da mostra: Pouco mais de três meses (abril a julho).
- Marco histórico: Primeira grande exposição do Cais das Artes.
- Atração interestadual: Atraiu turistas de pelo menos 13 estados e do Distrito Federal.
- Estímulo ao turismo: Consolidou o Cais das Artes como novo cartão-postal capixaba.
- Experiência sensorial: Uniu fotografias monumentais, vídeos e sons da floresta nativa.
- Gestão e cooperação: Realizada pela OEI e governo do Estado (Secult).
- Produção executiva: Responsabilidade da Maré Produções.
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