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“Ele tinha importância na hierarquia do tráfico”, diz secretário de Segurança

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“Ele tinha importância na hierarquia do tráfico”, diz secretário de Segurança


Roberto Sá, secretário de Estado de Segurança Pública (Foto: Fábio Nunes / AT)
Roberto Sá, secretário de Estado de Segurança Pública (Foto: Fábio Nunes / AT)

O secretário de Segurança do Espírito Santo, Roberto Sá, confirmou que o adolescente Caio Matheus Silva Santos, de 17 anos, morto pela manhã, tinha envolvimento com o crime e destacou que ele era importante na hierarquia do tráfico.

Foi por esse motivo, segundo o secretário, que houve a reação de criminosos como a verificada ao longo do dia. “É mais uma demonstração de que estão entrando muito cedo no mundo do crime”, declarou.

O secretário, em entrevista coletiva, também destacou que a polícia agiu de forma rápida para conter os ataques de outros bandidos na capital.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Como foi a ação da Polícia Militar hoje? Agiu rápido contra os ataques?

Realmente agiu muito rápido a essa reação do crime. A atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil foi numa situação de captura do criminoso em que houve um enfrentamento. Houve também um jovem engajado ao movimento do tráfico, que foi baleado e veio a óbito depois. Então o tráfico naquela região reage assim quando algum deles é baleado, o que é lamentável, porque toda vez que fizer uma ação como essa, de tentar intimidar a população, tentar causar pânico, a polícia vai agir de forma muito firme. Dentro da lei, mas para resgatar a ordem, como foi feito.

Então, dito isso, ao longo do dia avaliamos, fizemos uma série de prisões, ainda teve a morte desse outro criminoso e a saturação permanece. Estamos obviamente com a área de inteligência toda em campo conversando, ativei uma coordenação integrada e unificada entre as polícias e outros atores para facilitar a troca de informações. Agora é avaliar cada momento, as informações que chegam, mas a situação até o momento está normalizada e a polícia está com as suas patrulhas em saturação naquele entorno do Bairro da Penha.

Esse suspeito morto é um adolescente de 17 anos?

É um adolescente de 17 anos, que entrou no mundo do crime muito jovem e a área de inteligência diz que ele, por incrível que pareça, tinha uma importância na hierarquia do tráfico. Então fica mais uma vez, como eu disse outro dia: “Nós temos que criar alternativas para que o jovem não seja seduzido para o mundo do tráfico de drogas, que no Brasil acaba atuando de forma violenta.

Então essa é mais uma demonstração de que estão entrando muito cedo no mundo do crime, estão fazendo um enfrentamento à polícia e aqui no Espírito Santo, toda vez que tentarem ousar a tentar contra a polícia ou contra outras comunidades ou cometerem crimes contra a sociedade receberão uma resposta dura firme e imediata dentro da lei.

Caio Matheus tinha 17 anos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Caio Matheus tinha 17 anos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Secretário, detalhe essas prisões. Quantas foram, como foram e pelo que eles foram autuados?

No primeiro momento, dois foram presos e estavam com um galão de combustível e foram presos aí em vários artigos. Associação ao crime, tentativa de incêndio… E outros depois foram presos fazendo quebra-quebra, depredações, também no entorno da Penha.

Então um pela delegacia de roubo e furto de automóveis e outro pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais do Estado) se eu não me engano, mas não parou por aí. Nós temos imagens e nós vamos investigar e indiciar todos aqueles que praticaram algum ato criminoso e que nós temos informações. E as investigações continuam.

Só para ficar claro, secretário, a respeito da morte desse suspeito de 17 anos, nós recebemos informações de que se tratava de uma operação do Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) da Polícia Civil, para poder cumprir um mandado de prisão em aberto na região do Bairro da Penha e se depararam com quatro a cinco suspeitos armados. Eles atiraram e os policiais reagiram?

Exatamente. Esse foi o cenário. O local está com saturação por parte da Polícia Militar desde o dia em que nós fomos lá fazer aquela operação inicial, mas hoje uma equipe do Core foi cumprir um mandado de prisão e aí isso mais uma vez ratifica o quanto a polícia está trabalhando e trabalhando muito bem. Nessa tentativa de cumprir o mandado de prisão ela foi recebida por disparos de arma de fogo desses jovens e um dos policiais atirou na direção desses jovens que estavam atirando contra os policiais.

No momento, não identificaram que haviam acertado alguém no entorno do local. Não identificaram ninguém baleado ou ferido, mas posteriormente ele foi socorrido e deu entrada no Hospital São Lucas, vindo a óbito. Então é exatamente essa ocorrência, tentaram reagir e enfrentar a polícia e toda vez que enfrentar a polícia, a reação vai ser firme, imediata e dentro da lei.

A família disse que não houve troca de tiros. Que a polícia chegou e atirou. O que dizer com relação a essa afirmação da família?

Nós vamos instaurar um inquérito para apurar essa morte como todas as outras. A família vai ter o direito de ser ouvida e de dar essa versão. Todas as versões vão ser consideradas na investigação.

O senhor falou que houve uma segunda morte depois?
Não. Não. Essa foi a única. Houve esse embate, só que na hora não se percebeu que ele tinha sido ferido. Ele foi socorrido e nós soubemos.

Secretário, aproveitando o momento. A imprensa tem feito uma cobertura também a respeito da região de Santa Rita e Primeiro de Maio, em Vila Velha. Foge um pouquinho da situação, mas está dentro do contexto do combate à violência. A gente levantou uns números desde o início do ano, em média a cada dois dias, uma pessoa é baleada. O que o senhor tem a dizer diante desses números?

Em janeiro de 2019, eles demonstraram uma certa agitação, uma sazonalidade com os números um pouco elevados. Nesse janeiro não foi diferente, só que no início do ano, naquelas regiões, Primeiro de maio, Pedra de Búzios, Dom João Batista, Aribiri... Realmente há uma instabilidade ali razão de muitas pessoas envolvidas no narcotráfico com uma disputa territorial e na base do tiro. Então houve investigações, houve prisões e a gente conseguiu cessar esse confronto que estava muito elevado no início do mês. Tanto que terminamos o mês de janeiro de 2020 com 1 homicídio a menos em Vila Velha que em janeiro de 2019.

Secretário, especificamente sobre a região da Leitão da Silva, desde 2016 houve cerca de cinco situações parecidas com essa, toque de recolher por conta das comunidades ali no entorno. Como que o governo avalia para evitar que esse tipo de coisa ocorra novamente ali na região específica?

Olha, o policiamento está presente, a atuação da Polícia Militar que é a polícia ostensiva, ela é diuturna. Dia e noite há patrulhas para garantir o direito de ir e vir das pessoas pela cidade. No entanto, como a topografia, geografia, desigualdade social, uma legislação que ainda permite que essas pessoas se sintam, de certa forma, um pouco impunes, acesso fácil a muita arma de fogo, acesso fácil a muitas munições e uma característica antiga de disputa territorial na base da violência.

Esse cenário é um cenário que está presente, contra o qual nós lutamos dia e noite para fazer a prevenção e, quando ocorre algum tipo de ato criminoso, uma repressão imediata. Então, o que há para dizer é que a polícia está presente, atuou hoje muito rápido e se houver outra tentativa como essa, eles vão ter a resposta dura da lei da mesma forma.

Secretário, só para fechar esse assunto. Tiveram então vários ataques em pontos diferentes de Vitória, mas que, provavelmente, foram desencadeados por conta da morte do rapaz no Bairro da Penha. Isso demonstra que o Complexo da Penha tem outras frentes em outros pontos de Vitória para ter acontecido em tantos lugares?

Na verdade a ação se concentrou no entorno do Complexo da Penha, que tem capilaridade e muitas saídas para ruas importantes do seu entorno e que aí acabam atingindo outros bairros. Mas está dentro, basicamente, do entorno desse Complexo da Penha e obviamente onde tem tráfico de drogas, às vezes existe uma parceria comercial entre eles.

Então para desviar a atenção da polícia, muita vezes se inicia alguma outra ação com queima de fogos, para desviar a atenção e para até tentar tirar a polícia de uma determinada área onde ela está fazendo uma repressão mais forte. Então isso não nos incomoda. A inteligência tem conhecimento dessa possível articulação e o apoio no momento em que a polícia está muito firme e nós vamos dar a resposta que tiver que dar.


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