“Nenhum trabalho nos deixa feliz o tempo todo”, afirma diretora-executiva
Afirmação é da diretora-executiva das Óticas Paris, Ana Luiza Azevedo, que vai falar no Fórum Educacional sobre sua trajetória
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Na hora de escolher uma profissão, alinhar expectativas à realidade é necessário. “Nenhum trabalho vai trazer felicidade 100% do tempo”, afirma a diretora-executiva das Óticas Paris, Ana Luiza Azevedo.
Ela vai compartilhar sua história, desafios e a trajetória profissional com jovens durante o III Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã – promovido pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES).
A Tribuna - Como foi sua trajetória até chegar à direção da empresa?
Ana Luiza Azevedo - Eu sou formada em Direito pela FDV. Dois dias após me formar, eu entrei nas Óticas Paris, como trainee, passando por todos os setores da empresa.
Como eu não tinha muito conhecimento sobre gestão, eu vi uma necessidade de estudar e me qualificar para ocupar e conquistar o meu espaço. Com isso, fiz pós-graduação em Administração e MBA em Gestão Comercial – pela FGV – e me dediquei muito ao trabalho. Posteriormente, também fiz uma outra faculdade, em ótica e optometria na UVV.
Sempre soube o que queria fazer ou teve esse momento de dúvidas e decisões a serem tomadas?
Sempre amei vendas e negociação. Minha brincadeira preferida de quando eu era criança era vender meus brinquedos para as pessoas.
Porém, quando entrei no ensino médio, acabei optando pelo curso de Direito por conta da gama de possibilidades.
Não me arrependo, mas no 7º período eu percebi que não seria feliz trabalhando na área jurídica. Então, tomei a decisão de mudar o percurso.
O que avalia ser mais importante na hora de tomar essa decisão sobre o futuro?
Nunca é fácil tomar uma decisão que impacte profundamente no seu futuro.
Quando fazemos uma escolha, temos que estar conscientes de que renunciamos outras tantas outras possibilidades. É fundamental a conversa e o apoio da família nesses momentos. Essa é a nossa base.
Um outro aspecto que eu acredito que deve ser desmistificado é o de que aquele trabalho vai trazer felicidade 100% do tempo. Em todos os cargos e profissões existirão desafios e tarefas menos prazerosas que outras.
Como mulher, em um cargo de liderança, passa também por desafios a mais?
Sim, ainda existe uma resistência da sociedade em relação à mulher em cargos de liderança, e isso exige de nós uma postura ainda mais firme.
Na minha trajetória, sempre tive o apoio do meu pai – meu mentor –, e aprendi desde cedo a importância de me posicionar.
Nunca me silenciei diante de posturas desrespeitosas e sempre procurei responder com segurança.
Acredito muito na liderança feminina e no seu potencial transformador. As mulheres trazem um olhar sensível, capacidade de escuta e flexibilidade para lidar com adversidades.
Para mim, o desafio não é apenas ocupar espaços, mas transformá-los por meio de uma liderança mais humana, colaborativa e orientada a resultados.
Qual a mensagem principal que quer deixar para os jovens?
Que o conhecimento é o maior patrimônio que eles podem ter e que ninguém tira isso deles. Além disso, que se lembrem de se divertir no caminho.
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